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	<title>Paula Portocarrero, Autor em Portal TV PSI</title>
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	<description>Rede Saúde Mental</description>
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	<title>Paula Portocarrero, Autor em Portal TV PSI</title>
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		<title>Mindfulness &#038; Mindful Eating</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paula Portocarrero]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Mar 2025 20:59:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mindfulness é um modo de estar; um modo de ser e acontecer na vida, com presença, abertura e aceitação. Embora seja inerente ao nosso existir, o treino deste estado mental mindfulness, com atitude deliberada e empenho pessoal, propicia ao praticante alcançar consistentes resultados, amplamente comprovados pela Neurociência e pela Psicologia: aumento da memória e da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Mindfulness</em> é um modo de estar; um modo de ser e acontecer na vida, com presença, abertura e aceitação.</p>



<p>Embora seja inerente ao nosso existir, o treino deste estado mental <em>mindfulness</em>, com atitude deliberada e empenho pessoal, propicia ao praticante alcançar consistentes resultados, amplamente comprovados pela Neurociência e pela Psicologia: aumento da memória e da concentração; elevação nos níveis de qualidade de vida; redução da ansiedade, do estresse e de quadros de depressão e compulsão, entre outros.</p>



<p>Desde a década de 1970, o <em>mindfulness</em>, sinteticamente entendido em seu sentido genérico como “atenção plena”, passou a ser um protocolo formal, notabilizado pelo programa de 8 Semanas de Redução de Estresse Baseado em Mindfulness – MBSR (<em>Mindfulness-Based Stress Reduction</em>) desenvolvido pelo Prof. Dr. Jon Kabat Zinn, na Universidade de <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/University_of_Massachusetts"><span class="has-inline-color has-black-color">Massachusetts</span></a>.&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p>O objetivo principal do <em>mindfulness</em> é a transformação da mente, afinando e refinando a sua própria sintonia, de modo a torná-la cada vez mais desperta e aguçada. Esta transformação depende principalmente da prática da meditação. Mindfulness, não se trata da excelência. Mas, sim, da experiência. Ainda que <em>mindfulness</em> não seja meditação, a melhor maneira – cientificamente experimentada e demonstrada – de se alcançar o estado mental de atenção plena consiste em exercitar determinadas técnicas de meditação. Assim, podemos partir do entendimento segundo o qual a meditação é meio e o <em>mindfulness</em> é fim. Daí, tratar-se de uma atitude mental a ser cultivada.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="486" src="https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_409506752-1024x486.jpeg" alt="" class="wp-image-29256" srcset="https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_409506752-1024x486.jpeg 1024w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_409506752-300x142.jpeg 300w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_409506752-768x365.jpeg 768w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_409506752-1536x729.jpeg 1536w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_409506752-2048x973.jpeg 2048w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_409506752-150x71.jpeg 150w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_409506752-696x331.jpeg 696w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_409506752-1068x507.jpeg 1068w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_409506752-1920x912.jpeg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>A meditação baseada em <em>mindfulness</em> tem-se demonstrado um método bastante eficiente e eficaz. Eficiente, por promover mudanças cognitivas no entendimento do como lidar com o momento presente, com atitude de aceitação e estado de presença. Eficaz, por viabilizar uma transformação focada na saúde e no bem-estar, dentro da abordagem psicológica socioemocional das relações, tanto na esfera pessoal quanto na interpessoal, seja no âmbito conjugal, familiar ou do trabalho.</p>



<p><em>Mindfulness</em> é um estado de presença cognitivo-intuitiva. A sua prática diária promove uma atitude mental-atencional, a um só tempo convergente e divergente. A atenção convergente leva a atenção para um único ponto ou foco, enquanto a atenção divergente parte do mesmo ponto ou foco e amplia a área alcançada pelos sentidos. Tal percepção simultânea proporciona a capacidade de se estar focado em algo específico, mas sem prejuízo da percepção do todo; de tudo que se passa ao redor do praticante. Por exemplo, a pessoa é capaz de sustentar a atenção firmemente na produção, na leitura ou na interpretação de um texto, mas, caso ocorra um incêndio no local onde se encontra, ela poderá rapidamente perceber o que se passa, pois, estará concomitantemente atenta à alteração de temperatura, ao cheiro de queimado e a outros estímulos que também lhe cheguem, além do que faz ou pensa. Estará com a consciência alerta em toda a sua amplitude. Podemos dizer que isto é o verdadeiro estado de presença, acontecendo espontaneamente.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="683" src="https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_138235728-1024x683.jpeg" alt="" class="wp-image-29254" srcset="https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_138235728-1024x683.jpeg 1024w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_138235728-300x200.jpeg 300w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_138235728-768x512.jpeg 768w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_138235728-1536x1024.jpeg 1536w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_138235728-2048x1365.jpeg 2048w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_138235728-150x100.jpeg 150w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_138235728-696x464.jpeg 696w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_138235728-1068x712.jpeg 1068w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_138235728-1920x1280.jpeg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong><em>Mindful Eating: </em>piloto automático x estado de presença</strong></h2>



<p>O <em>Mindful Eating</em> situa-se entre as práticas formais de meditação, pois constitui-se em um caminho importante para a prática do <em>mindfulness</em> em seu contexto mais lato. Para além de propiciar que trabalhemos a nossa relação com os alimentos — desde como os escolhemos e preparamos até o modo como nos alimentamos —, essa prática específica auxilia-nos a fazer contato com nós mesmos e a desenvolver a autogestão do “piloto automático”.</p>



<p>Tal expressão passou a ser usada dentro dos protocolos do <em>mindfulness,</em> para representar o Sistema Nervoso Autônomo (SNA), constituído por um conjunto de 12 pares de nervos, baseados no tronco encefálico, que são distribuídos ao longo de todo o nosso corpo e que nos proporcionam os cinco sentidos, os quais representam as cinco portas que estimulam ou “comandam” o que aqui chamamos de piloto automático.</p>



<p>Em geral, a rotina quase mecânica de tomarmos refeições de forma habitual e programada, faz com que, inadvertidos e desatentos, passemos a nos alimentar muito mais pelo piloto automático do que pelo nosso senso de presença, abdicando de ser e estar em sintonia com a experiência vivida naquele momento, perdendo assim, gradualmente, o melhor do que o alimento nos tem a oferecer. Por isso, o exercício diário de <em>mindful eating</em> pode, em muito, contribuir para a absorção mais adequada dos alimentos que ingerimos e pode igualmente levar-nos a experimentar um aprofundamento cada vez maior de como se processa o “<em>modus vivendi</em>” da atenção plena.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="683" src="https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_202712868-1024x683.jpeg" alt="" class="wp-image-29257" srcset="https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_202712868-1024x683.jpeg 1024w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_202712868-300x200.jpeg 300w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_202712868-768x512.jpeg 768w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_202712868-1536x1024.jpeg 1536w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_202712868-2048x1365.jpeg 2048w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_202712868-150x100.jpeg 150w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_202712868-696x464.jpeg 696w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_202712868-1068x712.jpeg 1068w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_202712868-1920x1280.jpeg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>Neste contexto, ao alimentarmo-nos, somos logo convidados a usar estas cinco portas sensoriais. Para tanto, começamos (ou, ainda melhor, “terminamos”) por utilizar o paladar, sendo este, todavia, precedido pela “degustação” proporcionada por outros estímulos atentamente percebidos por meio da observação refinada, a partir das demais faculdades do olfato, da visão, do tato e da audição.</p>



<p>Para ilustrar: imagine que tenhamos agora apenas um grão de lentilha (entretanto, convidamos você a apreciar um grão qualquer). Em nossa escola, usualmente utilizamos um grão de lentilha germinado. Colocamos o grão à nossa frente e fazemos o contato com a nossa respiração, somente observando o fluxo do ir e vir do ar, ao entrar e sair dentro de nós. Podemos contar cinco respirações que devem ocorrer naturalmente, livres de julgamentos (não há certo nem errado). Simplesmente observamos, de maneira curiosa e gentil, trazendo para nós próprios um estado de presença e de inteireza; uma sensação de unidade com o todo; de pertencimento a este processo, a este sistema. Inicia-se por meio da visão. Com um olhar curioso, olhamos apenas para o grão de lentilha, segurando-o na mão. Tocamo-lo com os dedos&#8230; por vezes o levamos à face, encostando-o na região externa dos lábios. Sentimos a sua textura e o cheiramos, examinando-o e percebendo-o com natural fluidez, calma e gentilmente, com dedicada presença e entrega.</p>



<p>Ao fazermos esta prática, propomo-nos a intervir menos e a observar mais as sensações que possam surgir, ainda que elas sejam desconfortáveis ou desagradáveis. Sugerimos levar o grão até o ouvido, passar os dedos em sua casca e, eventualmente, ouvir o rangido resultante desse pequeno esfregar do dedo… sempre de maneira delicada. O convite então é para que você olhe por alguns momentos para o grão e imagine de onde ele veio. Havia outros tantos destes dentro de uma fava&#8230; Com esta fava vinham outras tantas favas. Elas estavam dependuradas em um galho de uma planta que, por sua vez, estava plantada na terra e que fazia parte de um conjunto de plantas que alguém plantou, cuidou, regou&#8230; Para que a planta crescesse, foi preciso alguém semear e esperar brotar. Foi preciso que houvesse água&#8230; luz e calor&#8230; vento&#8230; imagine&#8230; quantos pingos de chuva caíram por lá&#8230; quanto vento soprou&#8230; sussurrando uma cantiga que de alguma forma ainda está guardada aí. Tem ainda aí o raio de sol e o sereno também. Tem o cantar dos pássaros e o acalento da terra. Tem o frescor do orvalho…&nbsp; Será que passou por lá uma borboleta? Imagine todos os estágios que transcorreram&#8230; Alguém cuidou, alguém colheu; alguém transportou, embalou e colocou na gôndola; alguém comprou… até chegar a sua mesa.</p>



<p>Se tentarmos descobrir onde está o início desta cadeia da vida que o gerou, talvez tenhamos que dar a volta ao mundo em um grão de lentilha, num desdobrar infinito&#8230; até os tempos sem começo. Agora esse grão foi preparado. Ficou na água até germinar. inchou e brotou outra vez.</p>



<p>Ao levá-lo à boca, sinta sua textura, seu sabor&#8230; Como é a sensação de o grão germinado ir-se tornando você? Parte integrada e inseparável de você. O grão de lentilha deixou de ser grão de lentilha e passou a ser você. De certa forma, lidamos todos os dias com a finitude&#8230; com a capacidade da vida se reinventar&#8230; se transformar&#8230; se transmutar. Com a despercebida realidade da inseparabilidade. Termos a capacidade de gerar identidade e de compararmo-nos ao resto do mundo, não significa sermos uma partícula à parte do todo. Talvez, se pudéssemos ver o ar que entra e sai de nossas narinas o tempo todo, talvez assim pudéssemos entender o quanto estamos integrados no todo e fazemos parte de um sistema complexo e inteligente. No entanto, com as grandes e revolucionárias mudanças dos últimos séculos, passamos a deixar de dar valor ao plantio, cultivo e cuidado com nossos alimentos. Valores que foram sendo substituídos, de maneira sorrateira e insidiosa, pela implacável tecnologia desenvolvimentista e automatizada. Tecnologia que foi acelerando nossa maneira de nos relacionarmos com o tempo&#8230; Passamos a valorizar mais a produtividade e deixar para segundo plano o cuidado com o nosso bem maior que é a própria vida em si. Fomos burlando nossos horários, ciclos fisiológicos (alimentação, sono, atividade motora, habilidade de saber parar e apenas estar presente); foram alterando os tamanhos das nossas porções, subservientes ao mercado que dita as novas medidas. Medidas que ultrapassam a capacidade de nossos estômagos, aliadas aos “combos” e aos realçadores de sabor sintéticos.</p>



<p>No processo de refinamento e processamento industrial dos alimentos, fomos perdendo a relação com a natureza. Não mais produzimos de acordo com a estação do ano, de maneira espontânea. Foram necessários pesticidas para “defender” as grandes plantações e com isso foi-se perdendo o sabor natural e real. Come-se por modismo, por status&#8230; menos se observa a relação dos nutrientes e as necessidades pessoais. Sem cerimônia, os alimentos foram sendo artificializados. Compostos químicos, toxinas e aromas dissimulados roubam-lhes as verdadeiras virtudes. Assim também se vão o aroma, a beleza natural e a delícia de cada fruta, legume ou folhagem.</p>



<p>Transformou-se também a forma como são preparados os alimentos, ao saírem das mãos de quem os vai consumir, para as grandes cozinhas com produção em alta escala, com a utilização de embalagens e sistemas sofisticados e armazenamento e entrega rápida ao consumidor final. São muitas as implicações desta revolução do modo de nos alimentarmos. É hoje um grande desafio, caso alguém intencione viver apenas de alimentos não processados, nem alterados geneticamente, nem refinados, nem coloridos, nem aromatizados etc. Tantos reveses&#8230; Alimentos que acabam por provocar dependência, gerar compulsões e tantos outros transtornos. Estamos inconscientes? Embotados? Adormecidos? Afinal não nos alimentamos apenas pelas nossas necessidades fisiológicas, mas, também, pelas nossas carências, por nossos afetos mal resolvidos; muitas vezes, por pura ansiedade&#8230;</p>



<p>Contudo, vislumbramos aí, neste emaranhado de vieses e condicionamentos destrutivos, a oportunidade de um novo despertar.</p>



<p>O <em>Mindful Eating</em>, uma prática cuidadosa e elaborada com delicadeza e autocompaixão, tem muito a acrescentar a nossas existências, ao trazer-nos para um lugar de mais consciência e autocuidado, vivido com aceitação e verdadeiro acolhimento.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Vamos praticar?</h2>



<p>Um bom exercício, embora simples, para despertar nosso interesse e incentivar-nos nesta prática de maneira mais efetiva consiste em cultivar os próprios alimentos que comemos.</p>



<p>Não podendo semeá-los, podemos vê-los brotar, acompanhar seu desenvolvimento e perceber muito objetivamente a energia vital que deles provém.</p>



<p>Num processo bastante rápido e eficaz, o vídeo abaixo demonstra, passo a passo, como fazermos a germinação de grãos, de um dia para o outro.</p>



<p>Veja como é fácil.</p>



<figure class="wp-block-video"><video controls src="https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/Mindful-Eating-GERMINACAO-DE-GRAOS-PASSO-A-PASSO.mp4"></video></figure>



<p>Bom proveito!</p>



<p><em><strong>Paula Portocarrero, MSc,</strong> </em><strong>é psicóloga, presidente da TV PSI e do Instituto Psiconsiência Pesquisa, Serviços e Neuropsicologia Aplicada</strong>.</p>
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		<title>Do barro à cerâmica: de uma experiência terapêutica a uma relação com o inconsciente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paula Portocarrero]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Jan 2022 14:57:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Este pequeno artigo baseia-se na experiência de observações, percepções e interpretações pessoais, a partir de sucessivas vivências em workshops com manejo de barro que venho desenvolvendo, com crianças, jovens e adultos, ao longo das últimas duas décadas. A relação com o barro na prática da psicologia junguiana parece oferecer ao participante uma oportunidade de desfrutar [&#8230;]</p>
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<p>Este pequeno artigo baseia-se na experiência de observações, percepções e interpretações pessoais, a partir de sucessivas vivências em workshops com manejo de barro que venho desenvolvendo, com crianças, jovens e adultos, ao longo das últimas duas décadas.</p>



<p>A relação com o barro na prática da psicologia junguiana parece oferecer ao participante uma oportunidade de desfrutar de um confronto com o próprio inconsciente. Trata-se de propiciar um espaço onde a linguagem metafórica, simbólica é o meio que viabiliza sua interação consigo mesmo.</p>



<p>Ao se fazer uma releitura teórico-prática da psicologia analítica, observa-se, em alguma instância, a correlação entre o manuseio do barro e as três fases do processo simbólico de Jung:</p>



<p>1ª &#8211; Deixar vir:&nbsp; No primeiro momento, há uma paralização; um impedimento; um bloqueio importante em busca do objetivo. Momento no qual acontece o encontro com o barro. Aí, o participante recebe e se depara com o material e, por aceitar este vazio, reconhece o conflito e entende as inúmeras formas que podem desde dali surgir (função transcendente do inconsciente).&nbsp;</p>



<p>2ª &#8211; Considerar: Neste segundo momento, o participante reconhece e aceita possíveis variações emocionais, explorando seus diferentes aspectos. Momento em que o participante realmente interage com o barro, com o olhar, com o toque… usa seus sentidos para descobrir quais são as suas possibilidades.</p>



<p>3ª &#8211; Tomar Posição: Neste terceiro momento, o indivíduo exerce seu poder de decisão, diante de todas as possibilidades; escolhe um único caminho proposto pelo símbolo. Momento em que o participante escolhe a sua via de expressão e deixa no barro o resultado de sua busca, de tudo mais a que renunciou para liberar ali a sua criatividade. Exerce seu domínio. Seu limite é absolutamente seu; pois é incomparável, cabe somente a si viabilizar as possíveis formas de expressão que a porção de barro, a ele destinada, representa.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2022/01/AdobeStock_175825124-1024x683.jpeg" alt="" class="wp-image-29464" srcset="https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2022/01/AdobeStock_175825124-1024x683.jpeg 1024w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2022/01/AdobeStock_175825124-300x200.jpeg 300w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2022/01/AdobeStock_175825124-768x512.jpeg 768w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2022/01/AdobeStock_175825124-1536x1024.jpeg 1536w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2022/01/AdobeStock_175825124-2048x1365.jpeg 2048w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2022/01/AdobeStock_175825124-150x100.jpeg 150w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2022/01/AdobeStock_175825124-696x464.jpeg 696w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2022/01/AdobeStock_175825124-1068x712.jpeg 1068w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2022/01/AdobeStock_175825124-1920x1280.jpeg 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>Particularmente, &nbsp;em um olhar retrospectivo da minha prática enquanto ceramista, vejo que, na maioria das vezes, procurava mais a relação com o barro do que o desenvolvimento de técnicas. A relação com o barro vinha mais como uma forma “dialética”, ou seja, como se ocorresse um diálogo entre mim e a plasticidade do barro.</p>



<p>Percebia os elementos da natureza que pareciam disputar lugar em busca de destaque. Ao final, acontecia sempre um processo de harmonização em que cada elemento tinha o seu apogeu, meio parecido com a alquimia e seus estágios… primeiro o barro tem uma expressão mais aquosa; depois de trabalhado vai mudando… processo em que o ar vai sequestrando a água paulatinamente e o barro vai ganhando mais a expressão da solidez da terra.</p>



<p>Mas, após o processo de modelagem, o ar passa ser o mestre que irá decidir os primeiros resultados. Neste processo de secagem, se não houver uma relação amigável entre o barro e o elemento ar, grandes prejuízos poderão ser causados à peça, como rachaduras ou fissuras, por exemplo. Isto pode até vir a inutilizar a peça, por ficar quebradiça, ou quebrada mesmo. No próximo passo, há de acontecer a primeira queima, independentemente de qual será a técnica da queima: forno a gás, forno elétrico ou ainda “queima de buraco” (ou raku) &#8212; técnica milenar em que se faz uma cavidade no chão, cobre-se a superfície com tijolos, coloca-se a lenha e depositam-se lá as peças, devidamente modeladas e preparadas.</p>



<p>Seja como for, há sempre a interação do elemento fogo, como majoritária. No entanto, se houver uma rachadura, ou ainda se houver muita água, se em algum ponto o ar não puder sair espontaneamente, em decorrência do aumento da temperatura que gere alguma pressão, poderá acontecer inclusive uma explosão, circunstância em que a peça é consumida pela guerra de equilíbrio entre os elementos. Finalmente, se tudo correr bem, após uma exposição adequada ao fogo, a peça poderá passar por novos processos até chegar a ser um produto acabado.</p>



<p>Guardadas as devidas proporções, o mesmo acontece a cada um de nós, nas elaborações que fazemos no curso de nossos processos mentais, sejam eles conscientes ou não.</p>



<p>Sou grata ao Carl Gustav Jung, que despertou em mim a curiosidade de buscar mais significados do meu inconsciente através do diálogo com o barro.</p>
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		<title>Meditação mindfulness: será que isso é para mim??</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paula Portocarrero]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Jan 2022 15:07:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Seria interessante que iniciássemos pela desconstrução do que vem a ser meditação. Há uma tendência a se pensar que o meditante é aquele que está sentado na posição de lótus e vive no alto da montanha e que até usa hábitos ou roupas diferentes. Há quem pense que meditação “não é para mim&#8230;”. Talvez seja [&#8230;]</p>
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<p>Seria interessante que iniciássemos pela desconstrução do que vem a ser meditação. Há uma tendência a se pensar que o meditante é aquele que está sentado na posição de lótus e vive no alto da montanha e que até usa hábitos ou roupas diferentes. Há quem pense que meditação “não é para mim&#8230;”. Talvez seja este um primeiro sinal de que é.</p>



<p>A meditação acontece pela motivação, atenção e concentração ou foco. A sustentação do foco ocorre por meio da intenção em manter a prática e não em algum objeto ou objetivo, desde que a mente fique envolvida intencionalmente com algo. Para além de uma postura corporal, a meditação <em>mindfulness</em> é uma postura mental; treino do refinamento da sustentação da atenção.&nbsp;</p>



<p>Inicialmente, poderá achar que as práticas são muito monitoradas. Mas isto serve, particularmente, para gerar um hábito mental de levar a mente a observar o próprio comportamento, construindo foco e ampliando a consciência. Como se fosse possível que sístole e diástole (como o pulsar do coração) acontecessem simultaneamente, a atenção plena capta tanto a minudência quanto o amplo.&nbsp;</p>



<p>Cientistas sustentam que a prática de <em>mindfulness</em> desenvolve a visão interior e promove insights (lampejos de consciência), inspiração e criatividade.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Para que servem os insights?&nbsp;</strong></h2>



<p>Para desenvolver o discernimento, recurso fundamental na tomada de decisão, no rebaixamento de críticas, na redução de preconceitos e no desenvolvimento de uma mente curiosa, ou seja, aberta.&nbsp;</p>



<p>Quanto menor o preconceito e a rigidez, maior o nível de aceitação e abertura; maior, portanto, a adaptabilidade. Segundo Darwin, não são os mais espertos e nem os mais inteligentes que sobrevivem, mas sim, os que mais se adaptam às diversas situações.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Por que meditante no lugar de meditador?&nbsp;</strong></h2>



<p>O meditador é aquele que se senta para meditar; já o meditante está sempre em prática&#8230; é preciso ser meditador para ser um meditante.&nbsp;&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que é mindfulness e o que significa?&nbsp;&nbsp;</strong></h2>



<p>Mindfulness. Termo do idioma inglês, traduzido do termo Sathi, do antigo e extinto idioma Pali, falado nas imediações do Nepal e norte da Índia, no período de Buda (o príncipe Siddhartha Gautama), empregado por Jon Kabat Zinn, ao desenvolver um protocolo cientificamente experimentado. Para o idioma português, a tradução de <em>Sathi</em> ou <em>Mindfulness</em>, por aproximação, é “atenção plena”, “recordar”, “metacognição &#8211; sei que sei”, “o caminho do coração presente”: contexto representado por este ideograma:</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2022/01/ideograma-minfulness.jpg" alt="" class="wp-image-29363" width="340" height="337" srcset="https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2022/01/ideograma-minfulness.jpg 444w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2022/01/ideograma-minfulness-300x297.jpg 300w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2022/01/ideograma-minfulness-150x149.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 340px) 100vw, 340px" /></figure></div>



<p>Mindfulness compõe-se de um conjunto de técnicas que levam ao “estado de presença”. </p>



<p>Há um protocolo muito característico que se fundamenta no desenvolvimento de práticas formais e exercícios do dia a dia que nos levam a alcançar este “estado de presença” espontaneamente.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Mas&#8230; é fácil ou é difícil?&nbsp;</strong></h2>



<p>Nem um, nem outro.&nbsp; Apenas depende da construção de novos hábitos. Utiliza a respiração como maior recurso. Como não há como vivermos sem respirar, então, pode ser razoável construir novos hábitos que contribuam para a saúde, com o uso da respiração aliado às práticas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Para que serve?&nbsp;</strong></h2>



<p><em>Mindfulness</em> vem sendo empregado em prol da saúde e do desfrute de maior bem-estar e qualidade de vida.</p>



<p>Atualmente, passou a ser uma das práticas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde – OMS, como política de estado a ser implementada no âmbito da saúde, educação, no meio corporativo, entre outros segmentos.&nbsp;&nbsp; Assim, a Escola de <em>Mindfulness</em> O caminho do coração presente — do Instituto Psiconsciência, Pesquisa, Serviços e Neuropsicologia Aplicada — vem promovendo cursos que levam esta prática para a vida dos participantes, para que eles possam aplicá-las, tanto em nível pessoal como profissional.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Para quem é indicado o <em>mindfulness</em>?&nbsp;</strong></h2>



<p>Praticamente para quase todas as pessoas, da criança até ao que tem mais idade (*).&nbsp; É indicado para todos aqueles que:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Querem reduzir o stress, a compulsão;</li><li>Gostariam de aprender a meditar;</li><li>Estão em processo de autoconhecimento;</li><li>Apresentam queixas de ansiedade, depressão, angústia e/ou desespero;</li><li>Precisam aprender a lidar com dores crônicas;</li><li>Querem melhorar sua memória, poder de concentração, criatividade e autoestima;</li><li>Visam tratar seus problemas de sono, cansaço, fadiga, desânimo e apatia.</li></ul>



<p>(*) Recomendando-se certa precaução, em casos de esquizofrenia e momentos de crise de depressão severa.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Quais as 9 atitudes fundamentais para a prática de <em>mindfulness</em>?</strong></h2>



<p><strong>1 &#8211; Não julgar</strong>, parte da experiência, dia após dia, dentro da prática. É o estado de envolver-se, o menos possível, com opiniões, desejos, expectativas, julgamentos e classificações das experiências.</p>



<p><strong>2 &#8211; Paciência</strong>, grau de compreensão que respeita o ritmo próprio dos acontecimentos e das pessoas. Ninguém faz a borboleta voar antes do seu tempo! Com <em>mindfulness</em>, praticamos esta atitude, tanto com a mente, quanto com o corpo.</p>



<p><strong>3 &#8211; Mente do principiante</strong>, cada momento é único. Este olhar desperta e desenvolve a capacidade de apreciar a vida, momento a momento, liberando a mente das crenças com base no que já sabemos e no que já vivemos. Promove uma mente aberta.</p>



<p><strong>4 – Confiança</strong>, a partir da prática, a integridade e inteireza, em nível físico, psíquico e emocional, facilitam e estimulam o desenvolvimento da confiança em si mesmo(a) e em seus sentimentos, proporcionando maior abertura para a intuição. Estes fatores são primordiais para seguir o caminho do coração presente.</p>



<p><strong>5 &#8211; Não lutar</strong>, diminuir a imposição de estabelecer objetivos e metas. No âmbito da prática meditativa, há uma espécie de “não fazer”, ou deixar fluir; diminuir as expectativas inerentes à filosofia de resultados e aprender a se relacionar com a realidade, com tendência a aceitar mais as coisas como elas são.</p>



<p><strong>6 &#8211; Aceitação</strong>, ver as coisas como elas são, no momento que ocorrem, pois passamos boa parte de nosso tempo negando a nossa realidade.</p>



<p><strong>7 &#8211; Soltar</strong>, entregar-se à experiência sem se prender, aceitando e deixando fluir, como testemunha que aprecia, da mesma forma quando dormimos e sonhamos.&nbsp;</p>



<p><strong>8 &#8211; Gratidão</strong>, ato de sentir gratificado pela vida.</p>



<p><strong>9 &#8211; Generosidade</strong>, capacidade de doar-se sem com isso sentir carência ou falta de algo, antes pelo contrário, há a sensação de plenitude!</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="709" src="https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2022/01/AdobeStock_357134769-1024x709.jpeg" alt="" class="wp-image-29367" srcset="https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2022/01/AdobeStock_357134769-1024x709.jpeg 1024w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2022/01/AdobeStock_357134769-300x208.jpeg 300w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2022/01/AdobeStock_357134769-768x532.jpeg 768w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2022/01/AdobeStock_357134769-1536x1064.jpeg 1536w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2022/01/AdobeStock_357134769-2048x1419.jpeg 2048w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2022/01/AdobeStock_357134769-150x104.jpeg 150w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2022/01/AdobeStock_357134769-218x150.jpeg 218w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2022/01/AdobeStock_357134769-696x482.jpeg 696w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2022/01/AdobeStock_357134769-1068x740.jpeg 1068w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2022/01/AdobeStock_357134769-1920x1330.jpeg 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Traveling in nature. travel outdoor backpacking nature. Nature. Travel. Traveling. Sunset. Hiking. Nature and beautiful mountain view. Travel landscape nature.</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Do que mais eu preciso?</h2>



<p>São importantes também outros aspectos da atitude:</p>



<p><strong>Vontade</strong> &#8211; propósito. Força interna, capaz de fazer da vontade uma ação.&nbsp;</p>



<p><strong>Intenção </strong>&#8211; determinação de agir, força que move a ação.&nbsp;</p>



<p><strong>Motivação</strong> – força motriz da intenção; ímpeto que dá propósito ou direção ao comportamento. Opera em nível consciente e inconsciente. Pode ser de cunho primário (fisiológico) ou secundário (social), como afiliação, competição, interesse e metas individuais. Há que se considerar as forças motivadoras internas e fatores externos, como recompensa ou punição, que podem encorajar ou desencorajar certos comportamentos.&nbsp;</p>



<p><strong>Motivação intrínseca</strong> &#8211; um interesse genuíno desvinculado dos benefícios externos que eventualmente podem ser obtidos, incentivo para o envolvimento em uma atividade específica derivada da própria atividade.&nbsp;</p>



<p><strong>Motivação extrínseca</strong> &#8211;&nbsp;motivo externo para envolver-se em uma atividade específica, principalmente a motivação decorrente da expectativa de punição ou recompensa.&nbsp;</p>



<p><strong>Motivação para realização</strong> &#8211; desejo de superar obstáculos e vencer desafios.</p>



<p><strong>Motivação de ser</strong> – metamotivação: motivação que opera na linha da transcendência, autorrealização.</p>



<p>Quando a intenção é a mesma da motivação &#8211; a prática flui.</p>



<p>Boa prática!</p>



<p></p>



<p>* <em>Trechos extraídos </em>da introdução do &#8220;Diário de Bordo do Meditante&#8221;                                          <strong>©<em> 2021-2022 Instituto Psiconsciência / Escola de Mindfulness O caminho do coração presente.</em></strong></p>



<p></p>
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		<title>Cinco dicas de mindfulness para o autocuidado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paula Portocarrero]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Jan 2022 14:25:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Comece o ano renovando os votos de cuidar mais e melhor de si. As festas terminaram e muitas atividades vão-se reiniciando e assim abrindo os nossos horizontes aos compromissos que temos de honrar para com a vida cotidiana. Não raro, damo-nos conta de muitos afazeres e obrigações. Vem com isso a sensação de que perdemos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Comece o ano renovando os votos de cuidar mais e melhor de si.</p>



<p>As festas terminaram e muitas atividades vão-se reiniciando e assim abrindo os nossos horizontes aos compromissos que temos de honrar para com a vida cotidiana. Não raro, damo-nos conta de muitos afazeres e obrigações. Vem com isso a sensação de que perdemos um pouco o controle da situação em que estamos inseridos, ou de que nos desconectamos de vários segmentos de nossa vida.</p>



<p>Para nos religarmos, parece ser importante termos alguns propósitos em prol de cuidar melhor de nós mesmos. A partir deste princípio de cuidarmos de nós mesmos, poderemos ampliar a visão e estender nossas capacidades de gerir a nossa vida e contribuir para o bem-estar daqueles que estão, direta ou indiretamente, vinculados a nós.</p>



<p>Pode ser que os primeiros passos sejam mais difíceis; pode ser que a nossa mente esteja um tanto confusa, ou que os pensamentos estejam tumultuados e os nossos sentimentos pareçam de inadequação e mal-estar. Que tal aprender a separar um pouquinho o que são pensamentos do que são sentimentos? Este exercício pode ser bem interessante, para darmos início ao cultivo do bem-estar e criarmos um ambiente propício ao autocuidado.</p>



<p>Os pensamentos acontecem ininterruptamente. Quando estamos mais agitados, eles ainda podem ficar com um teor negativo e muito repetitivo&#8230; e parecem perseverar em nossas mentes, ditando quem somos e diminuindo ou fazendo ruir nossa faculdade de agir, embotando a nossa capacidade de criar e vislumbrar saídas para as nossas situações, as quais parecem ganhar vida por si só.</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2022/01/Balao-1024x768.jpeg" alt="" class="wp-image-29378" width="516" height="378"/></figure>



<p>E se começarmos por entender que nossos pensamentos são apenas eventos mentais? Se compreendermos que eles podem representar o nosso momento, a nossa imagem, em determinada circunstância, mas que, de fato, somos muito mais que nossos pensamentos? Muito mais… Somos nós que criamos os nossos pensamentos. Estranho, não é? Pensando assim, eles parecem ficar menores, perdendo força nas crenças que muitas vezes nos limitam ou nos escravizam.</p>



<p>Pode ser que alguns pensamentos nos coloquem também bem maiores do que realmente somos.</p>



<p>O que estamos abordando aqui é a percepção da dimensão de nosso ser e não a grandeza de uma personalidade que manipula a realidade, evitando lidar com a concretude de nossa existência.</p>



<p>Os sentimentos são eventos internos que apontam para um lugar onde sentimos prazer, ou não, em sermos quem somos. Desde conforto e deleite, com sentimento de bem-estar; até aflição e desesperança, com sentimento de mal-estar. Há também uma hipótese de sentimos neutralidade no estado em que nos encontramos. Isto também passa pelo sentimento. Mesmo assim, há como perceber se a neutralidade nos faz sentir bem ou não.</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2022/01/viajandao-1024x678.jpeg" alt="" class="wp-image-29379" width="542" height="348"/></figure>



<p>Podemos observar, ainda, que em algumas situações desconsideramos nossos sentimentos e eles pareçam correr em fluxo longínquo&#8230; Podemos vivenciar um sentimento de indiferença, ou experimentarmos a impressão de que algo não nos incomoda, negando o verdadeiro incômodo que nos causa. Muitas vezes, passamos a manipular os nossos sentimentos e desenvolvemos um hábito de postergar o contato com aquele conteúdo interno. Seguimos negligenciando algo que não nos é totalmente conhecido ou não é totalmente desconhecido. O pleonasmo aqui serve para representar a tendência de colocarmos sentimentos em locais dentro de nós mesmos&#8230; às escondidas. Parece preferirmos acreditar que não estão ali, ou que nunca estiveram, até que se avolumem, cresçam e nos assombrem. Até que interfiram em nossas relações conosco e com os demais.&nbsp;</p>



<p>Então, tendo pensado em tudo isso, achei que poderia deixar aqui para você, leitor, algumas dicas de como criar um ambiente de mais presença e autoaceitação. Meios de cultivar bem-estar e habilidade saudável para despertar no dia a dia.</p>



<p>A prática de atitudes de autocuidado, aliada aos preceitos do mindfulness, tem sido muito utilizada para construir uma nova realidade e promover um novo compromisso para com a saúde em nós mesmos.</p>



<p><strong>5 Dicas:</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2022/01/espreguica-1024x680.jpeg" alt="" class="wp-image-29380" width="537" height="348"/></figure>



<p><strong>1. Desperte com atenção e cuidado com você</strong></p>



<p>Ao despertar pela manhã, antes de abrir os olhos, procure fazer uma respiração consciente e em seguida leve a atenção para o seu corpo. Observe, parte por parte: pés, panturrilhas, joelhos, coxas e assim por diante. Faça&nbsp; gradualmente alguns movimentos, até sentir-se pronto ou pronta para levantar-se da cama.&nbsp; Imprima um ritmo suave ao começar o seu dia.</p>



<p><strong>2. Foque nas atividades</strong></p>



<p>Escolha manusear objetos de sua higiene pessoal pela manhã, fazendo uso da mão não dominante (escove assim os dentes ou os cabelos). Essa ação fará com que você tenha mais atenção e consciência, devido à dificuldade que essa tarefa requer. Se necessário, faça isso inicialmente e depois complete a tarefa escolhida com mão dominante. O fundamental é manter a atenção.</p>



<p><strong>3. Observe o seu meio</strong></p>



<p>Desarme seu piloto automático e, ao estar na presença de pessoas, lembre-se de que cada uma delas se encontra em um estado diferente de espírito e humor. Estar sensível ao que acontece a sua volta é um atributo da sua inteligência emocional. Contextos mudam, e você deve percebê-los para se adequar a eles.</p>



<p><strong>4. Exercite a respiração consciente ou note um som conscientemente.</strong></p>



<p>Inspire e note o ar tocar as suas narinas. Sinta uma leve expansão da região torácica, ao perceber que o ar toca o seu abdômen, e em seguida expire. Você pode fechar os olhos, se for confortável. Ah! é normal a mente se distrair. De maneira amável, traga a atenção de volta à prática, sem julgamento ou culpa. Repita esta prática por algumas vezes e depois abra os olhos e siga o seu dia. Caso não seja possível a prática da respiração, troque-a por despertar a consciência dos sons. Pare e procure captar todos os sons que porventura estejam ocorrendo no ambiente onde você se encontra. Apenas isso. Depois, perceba se algum deles chamou sua atenção e observe se a sensação de ouvir determinado som foi agradável, desagradável ou neutra.</p>



<p><strong>5. Explore as sensações</strong></p>



<p>Sente-se em uma cadeira, feche os olhos e observe sua postura. Sinta as pernas tocando na cadeira; note como os pés estão apoiados no chão e sinta como é a textura das suas roupas na pele. Agora preste atenção nos outros sentidos: o cheiro que você sente, o gosto da sua boca, se está com calor ou frio. Perceba suas sensações.</p>



<p>Lembre-se de que não há maneira certa ou errada de fazer; o que importa é ter consciência da própria consciência. Estas práticas levam a menos o julgamento e mais aceitação.</p>



<p>São atitudes e hábitos simples, mas que nos ajudam a desenvolver o sentido de presença, fazendo-nos mais e mais conscientes, no amanhecer de cada dia deste novo ano que começa.</p>
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		<title>Mensagem do Amor-Bondade</title>
		<link>https://tvpsi.tv/mensagem-amor-bondade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Paula Portocarrero]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Dec 2021 14:34:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em um trevo de quatro pétalas: a bondade-amorosa, a compaixão, a alegria empática e a equanimidade se unem, em prol de fazer surgir a sabedoria. Parece sábio agradecer, pelo momento que se cumpre de pandemia e incertezas. 2021, mais um ano desafiador. Como um mestre, impulsionou-nos a buscar na gota de orvalho a esperança do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em um trevo de quatro pétalas: a bondade-amorosa, a compaixão, a alegria empática e a equanimidade se unem, em prol de fazer surgir a sabedoria.</p>



<p>Parece sábio agradecer, pelo momento que se cumpre de pandemia e incertezas.</p>



<p>2021, mais um ano desafiador. Como um mestre, impulsionou-nos a buscar na gota de orvalho a esperança do amanhecer. No crepúsculo, a certeza do prosseguir. Nenhum galho de árvore, ou pedra no caminho, nem fendas ou picos, nada significou ou significa obstáculo. Apenas parte irrefutável da paisagem.</p>



<p>Fez com que ouvíssemos sinos dobrarem, lembrando-nos que nada pode ser mais forte do que a vida. Não, ela não cessa, apenas se renova!</p>



<p>Ó pássaros cantantes, despertem-nos. Prados verdes e céus das cores do arco-íris, acolham-nos! Ó águas correntes, &nbsp;que fluem, são trazidas pelas intermináveis ondas e se desfazem em bolhas brancas que estouram na areia, limpem todas as nossas máculas! Ó queridas estrelas, que rasgam a cortina negra da noite para espreitarem cá embaixo a vida corriqueira, façam brilhar nossos sonhos&#8230; já que tantos foram dissolvidos em meio ao sono torpe das incertezas que nos assombraram.&nbsp; Que os ventos cortantes uivem, trazendo boas novas, e deixem ir as dores, medos, lágrimas e sustos&#8230; Ó vento, sussurra em nossos ouvidos a tua nova cantiga, embala os nossos corações e renova as nossas esperanças.</p>



<p>Que você, Mãe-Terra, solidez para os nossos passos, nos ofereça sua concretude do deixar acontecer. Faça jorrar seu leite nas seivas de cada folha, no néctar de cada flor, na doçura de cada fruto, nutrindo e guarnecendo todos os filhos seus.</p>



<p>Possamos nós conhecer a leveza do desapego, na entrega; a liberação da arrogância, na humildade; a possibilidade da paz, na quietude; o esclarecimento da ignorância, no alcance da verdade.</p>



<p>Talvez seja a chuva na despedida deste momento que irá limpar o céu para a mansidão da aurora, ao raiar de um novo dia; trazendo-nos a beleza e a leveza de ver a vida como um milagre, vida consagrada a cada dia pela esperança da luz maior na nossa consciência!</p>



<p>Receba o nosso fraterno abraço da TV PSI, do Instituto Psiconsciência e da Escola de mindfulness – O caminho do coração presente.</p>



<p>Que possamos caminhar juntos no ano vindouro.</p>



<p>Feliz 2022 a todos! Gratidão.</p>
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		<title>Mindfulness como ferramenta de intervenção na Saúde Mental</title>
		<link>https://tvpsi.tv/mindfulness-como-ferramenta-de-intervencao-na-saude-mental/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Paula Portocarrero]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Dec 2021 18:05:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mindfulness é um tema atual e ao mesmo tempo tradicional. Nasceu em berço budista, onde é continuamente praticado. No entanto, foi redescoberto e recortado pela Ciência par ser aplicado enquanto ferramenta de intervenção terapêutica. Passou a ser empregado em hospitais, como intervenção e estudo, por meio de investigações a partir das quais se desenvolveu o [&#8230;]</p>
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<p>Mindfulness é um tema atual e ao mesmo tempo tradicional. Nasceu em berço budista, onde é continuamente praticado. No entanto, foi redescoberto e recortado pela Ciência par ser aplicado enquanto ferramenta de intervenção terapêutica. Passou a ser empregado em hospitais, como intervenção e estudo, por meio de investigações a partir das quais se desenvolveu o Programa de Redução de Estresse (MBSR) que se consolidou com a experiência do Centro de Redução do Estresse, fundado em 1979, por Jon Kabat-Zinn, no Preventive Department of Medicine &#8211; Massachusetts Medical School (departamento de medicina preventiva da Faculdade de Medicina de Massachusetts), no Estados Unidos da América.</p>



<p>Além das raízes, o mindfulness apoia-se nas teorias precursoras que cunharam o empirismo clássico da linha da psicologia comportamental, movimento caracterizado como o da Primeira Onda, desenvolvida por Pavlov, Wundt e Skinner, dentre outros. Surfa na Segunda Onda, que acontece na primeira metade do século XX; emerge sob um enfoque mais cognitivista, com a teoria da aprendizagem de Vygotsky, Piaget e Beck, sendo ainda influenciado pela corrente humanista-fenomenológica de Perls, Roger, May, Maslow.</p>



<p>O mindfulness vem como um dos precursores da Terceira Onda que surge na segunda metade do século XX, quando as terapias cognitivo-comportamentais são marcadas por métodos baseados em tradições contemplativas e meditativas que geraram diversos protocolos. Foram então criados manuais, estruturados a partir de intervenções baseadas em evidências, como o do Programa de Redução de Stress Baseado em Mindfulness (Kabat -Zinn, 1994).</p>



<p>A inovação dos tratamentos psicológicos, em especial dos conteúdos difíceis da psicopatologia, no escopo desta Terceira Onda, é demonstrada pelo modo no qual as pessoas se relacionam com o seu próprio corpo, seus pensamentos, sentimentos e comportamentos. Isso se deu em especial pelo pioneirismo dos desenvolvedores de tratamentos baseados em mindfulness. Tal abordagem tem alterado de maneira fundamental o panorama teórico e prático dos tratamentos baseados em evidências ao redor do mundo (Hayes e Pistorello, 2015).</p>



<p>Já na década de 50, Beck e colaboradores muito contribuíram com abordagens psicoterápicas estruturadas, protocoladas e convalidadas, no âmbito do tratamento de transtornos de ansiedade e depressão, com um modelo terapêutico orientado para a o desenvolvimento de solução de problemas e reestruturação cognitiva. A partir dos anos 1090 houve a aproximação da terapia cognitivo-comportamental junto às neurociências.</p>



<p>Em 2014, foram levantados os seguintes resultados para aqueles que se submeteram ao Programa de Redução de Estresse: queda de 32% dos sintomas físicos e 29% dos sintomas de estresse perseverante; aumento de 26,5 % da atitude consciente; 26% das habilidades observáveis; 25% da aceitação; 22% do não julgamento e 13% da autoeficácia. Os dados de 2014 apontam para um número superior a 22.000 pessoas que  se beneficiaram desse programa e aprenderam a usar seus recursos inatos, habilidade para responder mais efetivamente aos tratamentos de estresse, dor e doenças em geral.</p>



<p>Atualmente, no cenário da pandemia, o mindfulness vem sendo um dos recursos para intervenções em saúde mental mais utilizados em nível mundial.</p>
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