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	<title>Arquivos Artigos - Portal TV PSI</title>
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	<description>Rede Saúde Mental</description>
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	<title>Arquivos Artigos - Portal TV PSI</title>
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		<title>Mindfulness &#038; Mindful Eating</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paula Portocarrero]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Mar 2025 20:59:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mindfulness é um modo de estar; um modo de ser e acontecer na vida, com presença, abertura e aceitação. Embora seja inerente ao nosso existir, o treino deste estado mental mindfulness, com atitude deliberada e empenho pessoal, propicia ao praticante alcançar consistentes resultados, amplamente comprovados pela Neurociência e pela Psicologia: aumento da memória e da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Mindfulness</em> é um modo de estar; um modo de ser e acontecer na vida, com presença, abertura e aceitação.</p>



<p>Embora seja inerente ao nosso existir, o treino deste estado mental <em>mindfulness</em>, com atitude deliberada e empenho pessoal, propicia ao praticante alcançar consistentes resultados, amplamente comprovados pela Neurociência e pela Psicologia: aumento da memória e da concentração; elevação nos níveis de qualidade de vida; redução da ansiedade, do estresse e de quadros de depressão e compulsão, entre outros.</p>



<p>Desde a década de 1970, o <em>mindfulness</em>, sinteticamente entendido em seu sentido genérico como “atenção plena”, passou a ser um protocolo formal, notabilizado pelo programa de 8 Semanas de Redução de Estresse Baseado em Mindfulness – MBSR (<em>Mindfulness-Based Stress Reduction</em>) desenvolvido pelo Prof. Dr. Jon Kabat Zinn, na Universidade de <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/University_of_Massachusetts"><span class="has-inline-color has-black-color">Massachusetts</span></a>.&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p>O objetivo principal do <em>mindfulness</em> é a transformação da mente, afinando e refinando a sua própria sintonia, de modo a torná-la cada vez mais desperta e aguçada. Esta transformação depende principalmente da prática da meditação. Mindfulness, não se trata da excelência. Mas, sim, da experiência. Ainda que <em>mindfulness</em> não seja meditação, a melhor maneira – cientificamente experimentada e demonstrada – de se alcançar o estado mental de atenção plena consiste em exercitar determinadas técnicas de meditação. Assim, podemos partir do entendimento segundo o qual a meditação é meio e o <em>mindfulness</em> é fim. Daí, tratar-se de uma atitude mental a ser cultivada.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="486" src="https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_409506752-1024x486.jpeg" alt="" class="wp-image-29256" srcset="https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_409506752-1024x486.jpeg 1024w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_409506752-300x142.jpeg 300w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_409506752-768x365.jpeg 768w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_409506752-1536x729.jpeg 1536w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_409506752-2048x973.jpeg 2048w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_409506752-150x71.jpeg 150w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_409506752-696x331.jpeg 696w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_409506752-1068x507.jpeg 1068w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_409506752-1920x912.jpeg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>A meditação baseada em <em>mindfulness</em> tem-se demonstrado um método bastante eficiente e eficaz. Eficiente, por promover mudanças cognitivas no entendimento do como lidar com o momento presente, com atitude de aceitação e estado de presença. Eficaz, por viabilizar uma transformação focada na saúde e no bem-estar, dentro da abordagem psicológica socioemocional das relações, tanto na esfera pessoal quanto na interpessoal, seja no âmbito conjugal, familiar ou do trabalho.</p>



<p><em>Mindfulness</em> é um estado de presença cognitivo-intuitiva. A sua prática diária promove uma atitude mental-atencional, a um só tempo convergente e divergente. A atenção convergente leva a atenção para um único ponto ou foco, enquanto a atenção divergente parte do mesmo ponto ou foco e amplia a área alcançada pelos sentidos. Tal percepção simultânea proporciona a capacidade de se estar focado em algo específico, mas sem prejuízo da percepção do todo; de tudo que se passa ao redor do praticante. Por exemplo, a pessoa é capaz de sustentar a atenção firmemente na produção, na leitura ou na interpretação de um texto, mas, caso ocorra um incêndio no local onde se encontra, ela poderá rapidamente perceber o que se passa, pois, estará concomitantemente atenta à alteração de temperatura, ao cheiro de queimado e a outros estímulos que também lhe cheguem, além do que faz ou pensa. Estará com a consciência alerta em toda a sua amplitude. Podemos dizer que isto é o verdadeiro estado de presença, acontecendo espontaneamente.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="683" src="https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_138235728-1024x683.jpeg" alt="" class="wp-image-29254" srcset="https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_138235728-1024x683.jpeg 1024w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_138235728-300x200.jpeg 300w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_138235728-768x512.jpeg 768w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_138235728-1536x1024.jpeg 1536w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_138235728-2048x1365.jpeg 2048w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_138235728-150x100.jpeg 150w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_138235728-696x464.jpeg 696w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_138235728-1068x712.jpeg 1068w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_138235728-1920x1280.jpeg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong><em>Mindful Eating: </em>piloto automático x estado de presença</strong></h2>



<p>O <em>Mindful Eating</em> situa-se entre as práticas formais de meditação, pois constitui-se em um caminho importante para a prática do <em>mindfulness</em> em seu contexto mais lato. Para além de propiciar que trabalhemos a nossa relação com os alimentos — desde como os escolhemos e preparamos até o modo como nos alimentamos —, essa prática específica auxilia-nos a fazer contato com nós mesmos e a desenvolver a autogestão do “piloto automático”.</p>



<p>Tal expressão passou a ser usada dentro dos protocolos do <em>mindfulness,</em> para representar o Sistema Nervoso Autônomo (SNA), constituído por um conjunto de 12 pares de nervos, baseados no tronco encefálico, que são distribuídos ao longo de todo o nosso corpo e que nos proporcionam os cinco sentidos, os quais representam as cinco portas que estimulam ou “comandam” o que aqui chamamos de piloto automático.</p>



<p>Em geral, a rotina quase mecânica de tomarmos refeições de forma habitual e programada, faz com que, inadvertidos e desatentos, passemos a nos alimentar muito mais pelo piloto automático do que pelo nosso senso de presença, abdicando de ser e estar em sintonia com a experiência vivida naquele momento, perdendo assim, gradualmente, o melhor do que o alimento nos tem a oferecer. Por isso, o exercício diário de <em>mindful eating</em> pode, em muito, contribuir para a absorção mais adequada dos alimentos que ingerimos e pode igualmente levar-nos a experimentar um aprofundamento cada vez maior de como se processa o “<em>modus vivendi</em>” da atenção plena.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="683" src="https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_202712868-1024x683.jpeg" alt="" class="wp-image-29257" srcset="https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_202712868-1024x683.jpeg 1024w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_202712868-300x200.jpeg 300w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_202712868-768x512.jpeg 768w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_202712868-1536x1024.jpeg 1536w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_202712868-2048x1365.jpeg 2048w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_202712868-150x100.jpeg 150w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_202712868-696x464.jpeg 696w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_202712868-1068x712.jpeg 1068w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_202712868-1920x1280.jpeg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>Neste contexto, ao alimentarmo-nos, somos logo convidados a usar estas cinco portas sensoriais. Para tanto, começamos (ou, ainda melhor, “terminamos”) por utilizar o paladar, sendo este, todavia, precedido pela “degustação” proporcionada por outros estímulos atentamente percebidos por meio da observação refinada, a partir das demais faculdades do olfato, da visão, do tato e da audição.</p>



<p>Para ilustrar: imagine que tenhamos agora apenas um grão de lentilha (entretanto, convidamos você a apreciar um grão qualquer). Em nossa escola, usualmente utilizamos um grão de lentilha germinado. Colocamos o grão à nossa frente e fazemos o contato com a nossa respiração, somente observando o fluxo do ir e vir do ar, ao entrar e sair dentro de nós. Podemos contar cinco respirações que devem ocorrer naturalmente, livres de julgamentos (não há certo nem errado). Simplesmente observamos, de maneira curiosa e gentil, trazendo para nós próprios um estado de presença e de inteireza; uma sensação de unidade com o todo; de pertencimento a este processo, a este sistema. Inicia-se por meio da visão. Com um olhar curioso, olhamos apenas para o grão de lentilha, segurando-o na mão. Tocamo-lo com os dedos&#8230; por vezes o levamos à face, encostando-o na região externa dos lábios. Sentimos a sua textura e o cheiramos, examinando-o e percebendo-o com natural fluidez, calma e gentilmente, com dedicada presença e entrega.</p>



<p>Ao fazermos esta prática, propomo-nos a intervir menos e a observar mais as sensações que possam surgir, ainda que elas sejam desconfortáveis ou desagradáveis. Sugerimos levar o grão até o ouvido, passar os dedos em sua casca e, eventualmente, ouvir o rangido resultante desse pequeno esfregar do dedo… sempre de maneira delicada. O convite então é para que você olhe por alguns momentos para o grão e imagine de onde ele veio. Havia outros tantos destes dentro de uma fava&#8230; Com esta fava vinham outras tantas favas. Elas estavam dependuradas em um galho de uma planta que, por sua vez, estava plantada na terra e que fazia parte de um conjunto de plantas que alguém plantou, cuidou, regou&#8230; Para que a planta crescesse, foi preciso alguém semear e esperar brotar. Foi preciso que houvesse água&#8230; luz e calor&#8230; vento&#8230; imagine&#8230; quantos pingos de chuva caíram por lá&#8230; quanto vento soprou&#8230; sussurrando uma cantiga que de alguma forma ainda está guardada aí. Tem ainda aí o raio de sol e o sereno também. Tem o cantar dos pássaros e o acalento da terra. Tem o frescor do orvalho…&nbsp; Será que passou por lá uma borboleta? Imagine todos os estágios que transcorreram&#8230; Alguém cuidou, alguém colheu; alguém transportou, embalou e colocou na gôndola; alguém comprou… até chegar a sua mesa.</p>



<p>Se tentarmos descobrir onde está o início desta cadeia da vida que o gerou, talvez tenhamos que dar a volta ao mundo em um grão de lentilha, num desdobrar infinito&#8230; até os tempos sem começo. Agora esse grão foi preparado. Ficou na água até germinar. inchou e brotou outra vez.</p>



<p>Ao levá-lo à boca, sinta sua textura, seu sabor&#8230; Como é a sensação de o grão germinado ir-se tornando você? Parte integrada e inseparável de você. O grão de lentilha deixou de ser grão de lentilha e passou a ser você. De certa forma, lidamos todos os dias com a finitude&#8230; com a capacidade da vida se reinventar&#8230; se transformar&#8230; se transmutar. Com a despercebida realidade da inseparabilidade. Termos a capacidade de gerar identidade e de compararmo-nos ao resto do mundo, não significa sermos uma partícula à parte do todo. Talvez, se pudéssemos ver o ar que entra e sai de nossas narinas o tempo todo, talvez assim pudéssemos entender o quanto estamos integrados no todo e fazemos parte de um sistema complexo e inteligente. No entanto, com as grandes e revolucionárias mudanças dos últimos séculos, passamos a deixar de dar valor ao plantio, cultivo e cuidado com nossos alimentos. Valores que foram sendo substituídos, de maneira sorrateira e insidiosa, pela implacável tecnologia desenvolvimentista e automatizada. Tecnologia que foi acelerando nossa maneira de nos relacionarmos com o tempo&#8230; Passamos a valorizar mais a produtividade e deixar para segundo plano o cuidado com o nosso bem maior que é a própria vida em si. Fomos burlando nossos horários, ciclos fisiológicos (alimentação, sono, atividade motora, habilidade de saber parar e apenas estar presente); foram alterando os tamanhos das nossas porções, subservientes ao mercado que dita as novas medidas. Medidas que ultrapassam a capacidade de nossos estômagos, aliadas aos “combos” e aos realçadores de sabor sintéticos.</p>



<p>No processo de refinamento e processamento industrial dos alimentos, fomos perdendo a relação com a natureza. Não mais produzimos de acordo com a estação do ano, de maneira espontânea. Foram necessários pesticidas para “defender” as grandes plantações e com isso foi-se perdendo o sabor natural e real. Come-se por modismo, por status&#8230; menos se observa a relação dos nutrientes e as necessidades pessoais. Sem cerimônia, os alimentos foram sendo artificializados. Compostos químicos, toxinas e aromas dissimulados roubam-lhes as verdadeiras virtudes. Assim também se vão o aroma, a beleza natural e a delícia de cada fruta, legume ou folhagem.</p>



<p>Transformou-se também a forma como são preparados os alimentos, ao saírem das mãos de quem os vai consumir, para as grandes cozinhas com produção em alta escala, com a utilização de embalagens e sistemas sofisticados e armazenamento e entrega rápida ao consumidor final. São muitas as implicações desta revolução do modo de nos alimentarmos. É hoje um grande desafio, caso alguém intencione viver apenas de alimentos não processados, nem alterados geneticamente, nem refinados, nem coloridos, nem aromatizados etc. Tantos reveses&#8230; Alimentos que acabam por provocar dependência, gerar compulsões e tantos outros transtornos. Estamos inconscientes? Embotados? Adormecidos? Afinal não nos alimentamos apenas pelas nossas necessidades fisiológicas, mas, também, pelas nossas carências, por nossos afetos mal resolvidos; muitas vezes, por pura ansiedade&#8230;</p>



<p>Contudo, vislumbramos aí, neste emaranhado de vieses e condicionamentos destrutivos, a oportunidade de um novo despertar.</p>



<p>O <em>Mindful Eating</em>, uma prática cuidadosa e elaborada com delicadeza e autocompaixão, tem muito a acrescentar a nossas existências, ao trazer-nos para um lugar de mais consciência e autocuidado, vivido com aceitação e verdadeiro acolhimento.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Vamos praticar?</h2>



<p>Um bom exercício, embora simples, para despertar nosso interesse e incentivar-nos nesta prática de maneira mais efetiva consiste em cultivar os próprios alimentos que comemos.</p>



<p>Não podendo semeá-los, podemos vê-los brotar, acompanhar seu desenvolvimento e perceber muito objetivamente a energia vital que deles provém.</p>



<p>Num processo bastante rápido e eficaz, o vídeo abaixo demonstra, passo a passo, como fazermos a germinação de grãos, de um dia para o outro.</p>



<p>Veja como é fácil.</p>



<figure class="wp-block-video"><video controls src="https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/Mindful-Eating-GERMINACAO-DE-GRAOS-PASSO-A-PASSO.mp4"></video></figure>



<p>Bom proveito!</p>



<p><em><strong>Paula Portocarrero, MSc,</strong> </em><strong>é psicóloga, presidente da TV PSI e do Instituto Psiconsiência Pesquisa, Serviços e Neuropsicologia Aplicada</strong>.</p>
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		<title>Durante o sexo, onde você está?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cyro Portocarrero]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Feb 2025 02:20:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mentes divagantes tornam as pessoas infelizes Esta foi a conclusão de um, dentre muitos estudos (1) que, desde o início da década passada, vêm alertando a sociedade para o crescente fenômeno que desde então se instala, de forma generalizada, nos mais diversos segmentos populacionais do Planeta. Segundo tal estudo, gastamos quase metade do nosso tempo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Mentes divagantes tornam as pessoas infelizes</strong></p>



<p>Esta foi a conclusão de um, dentre muitos estudos (1) que, desde o início da década passada, vêm alertando a sociedade para o crescente fenômeno que desde então se instala, de forma generalizada, nos mais diversos segmentos populacionais do Planeta.</p>



<p>Segundo tal estudo, gastamos quase metade do nosso tempo (46,9%) imaginando que gostaríamos de estar em algum outro lugar ou fazendo alguma outra coisa. Os resultados demonstram que só 4,6% da felicidade das pessoas em determinado momento é atribuível à atividade específica por ela desenvolvida naquele momento.</p>



<p>Seus autores afirmam que a dispersão, “ é uma conquista cognitiva, mas tem um custo emocional”, custo este que hoje constatamos ser muito mais elevado do que aparentava ser. Com o passar do tempo, nossa mente divaga cada vez mais…</p>



<p><strong>Excesso de estímulos contribui para a diminuição de libido e provoca a sensação de que é preciso cumprir metas no desempenho sexual.</strong></p>



<p>No cenário de hiperconectividade em que vivemos, hoje agravado pelas circunstâncias da pandemia, a exposição exagerada aos meios eletrônicos e as estressantes exigências do teletrabalho sequestram-nos o tempo livre que antes nos propiciava momentos de intimidade.</p>



<p>A relação promíscua entre a realidade e o mundo virtual, assim como o rompimento de limites entre a vida doméstica e as atividades laborais, faz avultar a percepção equivocada de o sexo satisfatório só é validado quando atinge a “meta” do orgasmo, desprezando-se o prazer pelo processo e priorizando-se os “objetivos”. Assim, o foco no mais das vezes se desloca para o resultado, em detrimento do momento presente.</p>



<p><strong>Nos últimos tempos, o desejo sexual espontâneo tem diminuído e os distúrbios nesta área têm aumentado acentuadamente</strong></p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2022/01/2-1024x683.jpeg" alt="" class="wp-image-29416" style="width:519px;height:339px" srcset="https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2022/01/2-1024x683.jpeg 1024w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2022/01/2-300x200.jpeg 300w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2022/01/2-768x512.jpeg 768w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2022/01/2-1536x1024.jpeg 1536w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2022/01/2-2048x1365.jpeg 2048w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2022/01/2-150x100.jpeg 150w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2022/01/2-696x464.jpeg 696w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2022/01/2-1068x712.jpeg 1068w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2022/01/2-1920x1280.jpeg 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p>De acordo com as estatísticas atualmente disponíveis, no âmbito da pesquisa nacional de atitudes e estilos de vida sexuais — que vem sendo realizada com adultos entre 16 e 74 anos, no Reino Unido, ao longo dos últimos trinta anos (2) —, em 1990 os casais de 16 a 64 anos faziam sexo cinco vezes por mês, média que diminuiu para quatro vezes por mês em 2000, e três em 2010. Em 20 anos, a frequência caiu 40%. &nbsp;Embora ainda não tenhamos os índices referentes á última década, os especialistas não creem que atualmente as evidências apontem para números mais animadores, conforme indicam alguns estudos mais recentes (3).</p>



<p>No Brasil, por exemplo, 45% dos internautas pesquisados reduziram o número de relações sexuais durante a pandemia (4).</p>



<p>Por outro lado, o imediatismo trazido pelas respostas rápidas na internet e pelos avanços da computação cognitiva, aliado a transtornos de ansiedade e a fatores de estresse da vida cotidiana, tem proporcionado significativo agravamento de uma série de psicopatologias, somatizações e comorbidades.</p>



<p>Dentre estas, ressaltam perturbações, associadas a anorgasmia (ausência de orgasmo), dispareunia (dor com a penetração) e dificuldades de excitação, nas mulheres; bem como disfunção erétil e ejaculação precoce, nos homens.</p>



<p>Estima-se que quase metade dos portugueses tenha problemas sexuais (5). No Brasil, o quadro é muito semelhante: pesquisa publicada pelo Datafolha, em julho de 2021 a pedido da startup Omens, com 1.813 brasileiros de 18 a 70 anos, mostrou que 38% dos participantes tiveram “algum tipo de disfunção erétil nos últimos anos”.</p>



<p><strong>Como o mindfulness pode ajudar para alcançar orgasmo, autoestima, bem-estar, harmonia e satisfação sexual de casais</strong>?</p>



<p>Em palestra assistida por quase um milhão de espectadores (6), a escritora norte-americana Diana Richardson referiu-se a “mindfilled sex” (sexo com a cabeça cheia) para descrever a forma como normalmente fazemos sexo. Ela propõe o seguinte: “E se utilizarmos a cabeça, para estarmos presentes, com consciência do corpo, e não perdidos em nossos pensamentos? … Se voltássemos nossa atenção, como na meditação, para dentro do corpo? Ela argumenta que assim usaríamos “o corpo inteiro como um órgão sensitivo”. E sugere ser esta uma solução, para os casos de disfunção, ejaculação precoce ou dispareunia, “centrar-se no jogo, no prazer, tirando os aspectos que significam ameaça”.</p>



<p>Das centenas de estudos científicos que são mensalmente divulgados a respeito da comprovação de eficácia na prática de mindfulness, cabe destacar a recente pesquisa desenvolvida pela equipe liderada por Chelom Leavitt, PhD, publicada em agosto de 2021, cujos resultados demonstram que “a atenção plena sexual pode fornecer um recurso valioso para casais que estão trabalhando para melhorar sua conexão e significado em seus relacionamentos românticos e sexuais” (7).</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="954" height="324" src="https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2022/01/3-1.jpeg" alt="" class="wp-image-29419" srcset="https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2022/01/3-1.jpeg 954w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2022/01/3-1-300x102.jpeg 300w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2022/01/3-1-768x261.jpeg 768w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2022/01/3-1-150x51.jpeg 150w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2022/01/3-1-696x236.jpeg 696w" sizes="auto, (max-width: 954px) 100vw, 954px" /></figure>



<p>Não é novidade.</p>



<p>De origem budista, a prática de mindfulness vêm sendo utilizada cientificamente no Ocidente, desde 1979, para tratar transtornos psicológicos — como ansiedade, bulimia, depressão, dependência química — e doenças físicas, principalmente no enfrentamento da dor e de todos os males influenciadas pelo estresse, desde a hipertensão, ao cancro.</p>



<p>Nas palavras de seu precursor, Jon Kabat-Zinn, “Mindfulness, aumenta a atenção, a concentração e a produtividade, diminuindo o estresse. A prática consiste em se concentrar na respiração, na sensação corporal, observando quando a mente começa a divagar, e tentar redirecionar a atenção às sensações”.</p>



<p>Também fortalece do nosso sistema imunológico, ajuda a dormirmos melhor e diminui a produção de cortisol (hormônio que favorece o estresse). Além disso, eleva nossa capacidade de aprendizado e aumenta os níveis de compaixão e empatia.</p>



<p>O psiquiatra e cientista Javier García Campayo afirma já haver “vários estudos que demonstram que pessoas que praticam&nbsp;mindfulness, em comparação com as pessoas que não o fazem, têm relações sexuais mais satisfatórias em geral e com um nível de desfrute maior”. Diz que estes praticantes padecem menos de alguns dos problemas acima mencionados, como impotência, diminuição do desejo sexual, anorgasmia e ejaculação precoce, para além, claro, da higidez cardiovascular, entre os inúmeros outros benefícios já comentados.</p>



<p>Parece, portanto, que a atenção plena, a consciência, a aceitação e o não julgamento podem ser uma ferramenta importante para ajudar a manter o bem-estar relacional e sexual.&nbsp;</p>



<p>Sua prática continuada contribui para o crescimento pessoal; para o compartilhamento de objetivos dentro do relacionamento; para a harmonia, integração e complementaridade quanto à sexualidade do(a) parceiro(a), em prol de estimular e prolongar um erotismo mais consciente e um relacionamento mais intencional e duradouro, significativamente integrado aos demais aspectos da vida.</p>



<p><strong>É possível treinar a mente para viver a experiência sexual de forma intensa</strong></p>



<p>Graças à plasticidade neuronal, podemos exercitar nosso cérebro, facilitando as sinapses que nos convêm, tal como podemos exercitar os músculos do nosso corpo.</p>



<p>Trata-se de explorar um fenômeno natural que consiste no desenvolvimento de novos neurônios, interações e impulsos, em resposta a práticas repetidas.</p>



<p>No momento do prazer, entregue-se, desacelere, sem crítica nem julgamento. Concentre-se na respiração; foque no toque; sinta e entre em sintonia com o corpo do(a) parceiro(a); perceba o ambiente, os aromas, o tato, o aqui e o agora da relação…</p>



<p>A prática habitual da atenção plena, ao fazer amor, propicia um nível cada vez maior de intimidade e de sintonia entre o casal, independente da identidade de gênero ou da orientação sexual dos praticantes.</p>



<p>Trata-se, simplesmente, de usar todos os recursos para canalizar gentilmente as energias; para entrar em contato com os sentimentos mais profundos e as emoções mais verdadeiras. Com aceitação, curiosidade e dedicação exclusiva ao momento presente.</p>



<p>REFERÊNCIAS:</p>



<p>(1) Matthew Killingsworth e Daniel Gilbert, Universidade Harvard, revista&nbsp;<em>Science</em>, novembro de 2010</p>



<p>(2) David Spiegelhalter, Universidade de Cambridge, National Surveys of Sexual Attitudes and Lifestyles, UK – 2012.</p>



<p>(3) <em>The Journal of Sexual Medicine&nbsp;&#8211;&nbsp;Declining Sexual Activity and Desire in Men – Findings from Representative German Surveys, 2005 and 2016.</em></p>



<p>(4) Instituto Datafolha &#8211; UOL, 23/11/2021.</p>



<p>(5) Pedro Nobre, Ana Gomes e Manuela Peixoto, Sexlab, Universidade do Porto, Jornal O Público / Saúde &#8211; 4 de setembro de 2018.</p>



<p>(6) Diana Richardson &#8211; The Power of Mindful Sex, YouTube – TEDx, abril de 2020.</p>



<p>(7) Leavitt, C.E., Maurer, T.F., Clyde, T.L.&nbsp;<em>et al.</em>&nbsp;Linking Sexual Mindfulness to Mixed-Sex Couples’ Relational Flourishing, Sexual Harmony, and Orgasm.&nbsp;<em>Archives of Sexual Behavior</em>&nbsp;(2021).</p>
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		<title>Negligência masculina em relação à própria saúde mental pode resultar em consequências graves</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação TVPsi]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Aug 2024 12:51:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Segundo dados do Ministério da Saúde, o suicídio é quase quatro vezes mais incidente entre homens, são 9,9 mortes autoprovocadas por 100 mil habitantes; já entre as mulheres são 2,6 casos por 100 mil Por Reginaldo Ramos* Saúde mental é um tema quase proibido na mesa dos homens no fim de semana. Futebol, trabalho, finanças [&#8230;]</p>
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<h2 class="wp-block-heading"><em>Segundo dados do Ministério da Saúde, o suicídio é quase quatro vezes mais incidente entre homens, são 9,9 mortes autoprovocadas por 100 mil habitantes; já entre as mulheres são 2,6 casos por 100 mil</em></h2>



<p>Por Reginaldo Ramos*</p>



<p>Saúde mental é um tema quase proibido na mesa dos homens no fim de semana. Futebol, trabalho, finanças ou política, tudo menos problemas emocionais, inseguranças e afins. Nos raros casos em que um desses assuntos, sem querer, aparece, o ideal é que não se elabore muito e se siga a angulagem padrão de “não é tão importante assim”, minimizando os impactos que o desconforto emocional pode gerar em todas as áreas da vida. Expor uma fragilidade é impensável para a maioria dos homens. Esse comportamento se reflete nos índices de procura de ajuda psicológica entre os representantes do sexo masculino.  Segundo relatório da Pesquisa Nacional de Saúde 2019, 69,4% dos homens passaram por consulta no ano de 2018, enquanto esse número é de 82,3% entre as mulheres.</p>



<p>O psicólogo Ildebrando Moraes de Souza, graduado no Instituto de Psicologia da USP, afirma que o problema aparece não só na psicologia, mas em questões de saúde em geral. “Historicamente, a mulher tende a buscar mais ajuda profissional, a cuidar mais da saúde. Isso vale para todos os aspectos de saúde, até para os outros aspectos físicos. Para o homem, ir para o médico só é válido quando alguma coisa já está muito estragada no corpo. Antes disso não se vai ao médico. Tratamentos preventivos para saúde mental ganharam um contorno ainda mais grave de preconceito, porque precisar de ajuda psicológica muitas vezes envolve a exposição de uma vulnerabilidade, que é destoante do papel masculino na forma que a nossa sociedade se organiza. Se mostrar de alguma maneira necessitado de ajuda, muitas vezes significa se mostrar vulnerável, e isso soa mal. Então, os homens que acabam chegando ao consultório acabam sendo portadores de casos como dependência química, alcoolismo, que são os caminhos mais comuns. A procura por ajuda é muito rara e, quando existe, muitas vezes já é porque tem um quadro instalado de prejuízo grave.”</p>



<p>O professor destaca a questão do uso de álcool e outras substâncias entre os homens. “É comum ver comorbidades associadas aos quadros psiquiátricos. Sobretudo depressão e ansiedade, que são quadros muito comuns. O uso de álcool ou outras substâncias psicoativas acaba entrando para o público masculino de uma forma muito disfarçada, não tão evidente, como atenuantes dos problemas de saúde mental. Em quadros depressivos entre os homens, é comum que o uso de álcool acabe tendo um papel substitutivo para uma medicação ou para uma terapia, embora nós saibamos que não é o caminho correto. Já as mulheres acabam com muita frequência se utilizando de outros recursos terapêuticos, por exemplo, a psicoterapia, e medicamentos próprios para o tratamento adequado. Então, o comportamento masculino está mais uma vez atrelado a essas dificuldades em procurar ajuda especializada.”</p>



<h2 class="wp-block-heading">Consequências</h2>



<p>Essa recusa em procurar ajuda tem consequências graves. Segundo dados do Ministério da Saúde, o suicídio é quase quatro vezes mais incidente entre homens, são 9,9 mortes autoprovocadas por 100 mil habitantes; já entre as mulheres são 2,6 casos por 100 mil. A principal faixa etária atingida vai dos 15 aos 29 anos de idade. Daniel Kawakami, psiquiatra no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, explica as razões por trás do dado. “As mulheres representam a maior parte das tentativas de suicídio, no entanto, até por serem mais abertas aos medicamentos e tratamentos adequados para seus problemas, acabam encontrando maneiras de superar a situação. Outro fator é o modo com que os homens buscam a morte autoprovocada. Enforcamento, armas de fogo e meios normalmente mais letais. Além disso, a faixa do início da adolescência é justamente quando começam os transtornos psiquiátricos. Depressão, ansiedade e outras questões aparecem nessa fase, além de ser também o início da vida adulta, que traz uma série de responsabilidades e dificuldades, o que, para uma pessoa que está doente, pode levar aos pensamentos de morte autoprovocada. Além disso, é comum o uso do álcool associado aos casos de suicídios. O álcool elimina a censura e algumas barreiras mentais e pode ser o último empurrão para um depressivo que já está ali com tendências graves.”</p>



<p>Ambos os especialistas apontam que o tema é pouco debatido e alertam que é necessário uma maior campanha de conscientização focada no meio masculino. “O tema precisa ter mais espaço na imprensa, em órgãos públicos e afins. Os serviços de assistência social que existem nesse sentido são todos associados a quadros graves. A pessoa já está em situação grave, já passou por problemas graves e aí começa a ser tratada. É necessário tratar do tema de forma preventiva. Se possível, já no início da vida, apresentar para as crianças a necessidade de se cuidar. O que é depressão? O que fazer com esse problema? Como identificar? Precisamos fazer esse trabalho para preparar a próxima geração para essa questão e criar uma nova forma de olhar para isso”, finaliza Daniel Kawakami.</p>



<p><em>*Sob supervisão de Paulo Capuzzo e Cinderela Caldeira</em></p>



<p><strong>FONTE:</strong><em><strong> </strong>Jornal da USP</em></p>
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		<title>Projeto facilita acesso de pessoas com autismo a tratamento com canabidiol</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação TVPsi]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Jul 2024 20:13:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Psiquiatria e Fármacos]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No Brasil, o Projeto de Lei 2041/24 cria programa para facilitar o acesso de pessoas com autismo a tratamentos à base de canabidiol. A Câmara dos Deputados analisa a proposta.&#160;Segundo o texto, para ter acesso gratuito aos medicamentos com canabidiol pelo Sistema Único de Saúde (SUS), os pacientes deverão estar cadastrados no Programa Nacional de [&#8230;]</p>
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<p>No Brasil, o Projeto de Lei 2041/24 cria programa para facilitar o acesso de pessoas com autismo a tratamentos à base de canabidiol. A Câmara dos Deputados analisa a proposta.&nbsp;Segundo o texto, para ter acesso gratuito aos medicamentos com canabidiol pelo Sistema Único de Saúde (SUS), os pacientes deverão estar cadastrados no Programa Nacional de Facilitação ao Acesso de Tratamentos à Base de Canabidiol (CBD) para Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).</p>



<p>Para o cadastramento, serão exigidos:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>laudo de profissional habilitado com justificativa e prescrição para o uso de medicamento não registrado no Brasil em comparação com as alternativas terapêuticas já existentes registradas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa);</li><li>prescrição médica contendo o nome do paciente e do medicamento, a posologia, o quantitativo necessário, o tempo de tratamento, a data, assinatura e o número do registro do profissional; e</li><li>uma declaração de responsabilidade e esclarecimento do paciente para a utilização do medicamento.</li></ul>



<p>O programa será coordenado pelo Ministério da Saúde com a colaboração da Anvisa.</p>



<p><strong>Resultados promissores</strong><br>“Pesquisas recentes têm mostrado resultados promissores sobre o uso do CBD em pacientes com TEA. Estudos em modelos animais e estudos abertos em humanos sugerem que o CBD pode levar a melhorias nas interações sociais, na comunicação verbal e na redução de comportamentos agressivos e hiperativos”, argumenta o autor, deputado Jadyel Alencar (Republicanos-PI).</p>



<p>“Além disso, há cada vez mais decisões judiciais que concedem o direito ao tratamento do TEA a base de canabidiol pelo Sistema Único de Saúde (SUS), reforçando a necessidade de se regulamentar e facilitar o acesso a esses tratamentos no Brasil.”</p>



<p></p>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2024/07/AUTISMO.jpg" alt="" class="wp-image-30342" width="734" height="1085" srcset="https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2024/07/AUTISMO.jpg 690w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2024/07/AUTISMO-203x300.jpg 203w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2024/07/AUTISMO-150x222.jpg 150w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2024/07/AUTISMO-300x443.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 734px) 100vw, 734px" /></figure>



<p><strong>Próximos passos</strong><br>A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; de Saúde; de Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, a proposta também precisa ser aprovada pelo Senado.</p>



<p><em>Fonte: Agência Câmara de Notícias</em></p>



<p></p>
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		<title>Rotina de trabalho irregular na juventudeimpacta saúde após os 50 anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação TVPsi]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jul 2024 22:04:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estudo mostra relação entre horários, qualidade do sono e bem-estar; fatores socioeconômicos como gênero, raça e nível educacional impactam na condição de trabalho e, consequentemente, na qualidade de vida Por Gabriela Cupani, da Agência Einstein Um novo estudo da Universidade de Nova York, nos Estados Unidos, mostra como rotinas de trabalho não convencionais podem comprometer [&#8230;]</p>
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<p><em>Estudo mostra relação entre horários, qualidade do sono e bem-estar; fatores socioeconômicos como gênero, raça e nível educacional impactam na condição de trabalho e, consequentemente, na qualidade de vida</em></p>



<p><strong>Por Gabriela Cupani, da Agência Einstein</strong></p>



<p>Um novo <a href="https://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0300245">estudo</a> da Universidade de Nova York, nos Estados Unidos, mostra como rotinas de trabalho não convencionais podem comprometer o bem-estar a longo prazo. O levantamento aponta que há uma relação entre horários irregulares ao longo da vida — algo normalmente associado a empregos precários — a prejuízos ao sono e à saúde a partir dos 50 anos de idade.</p>



<p>Segundo o artigo, as transformações sofridas pelo mercado de trabalho desde a década de 1980, com incremento tecnológico e aumento da demanda por serviços, têm exposto trabalhadores a condições mais negativas, como plantões imprevisíveis e jornadas irregulares. E essas características se tornaram comuns no mundo todo. Para piorar, aqueles mais vulneráveis socialmente são os mais sujeitos a esquemas de trabalho pouco saudáveis.</p>



<p>Estudos anteriores já apontavam que trabalhar fora do esquema típico comercial (horário diurno, de segunda a sexta-feira) afeta o sono e traz implicações negativas tanto para o ritmo circadiano, o que leva a uma série de alterações no organismo, quanto para a vida social.</p>



<p>A partir de dados do levantamento <em>National Longitudinal Survey of Youth-1979</em>, a equipe de pesquisadores coletou informações de mais de 7 mil pessoas durante cerca de 30 anos nos EUA. Eles acompanharam os voluntários, inicialmente com 22 anos, em média, até perto dos 50. Apenas um quarto deles trabalhava exclusivamente no horário convencional, os demais tinham jornadas variáveis, turnos irregulares, trabalhos noturnos e rotativos.</p>



<p>No final do acompanhamento, constatou-se que, ao chegar à meia-idade, esses trabalhadores dormiam menos horas por dia, com menor qualidade, e eram mais propensos a reportar má saúde física e mental, além de depressão.</p>



<p>Os resultados também evidenciam a influência de fatores socioeconômicos nesses desfechos, incluindo gênero, raça e nível educacional. Por exemplo: é mais provável que mulheres brancas com nível universitário tenham um trabalho diurno estável e seis horas a mais de sono semanal do que homens negros com nível médio que trabalham em horários variáveis.</p>



<p>Para os autores, os achados reforçam que o tipo de emprego modela a vida diária, o que traz efeitos a longo prazo. “A pesquisa mostra que fatores como tempo e esquema de trabalho, posição socioeconômica e sono podem impactar a saúde”, analisa a neurologista Letícia Soster, do Hospital Israelita Albert Einstein. “Mas não se pode falar em uma relação de causa e efeito, pois esse impacto é multifatorial”, ressalta a médica.</p>



<p><em>Fonte: Agência Einstein</em></p>
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		<title>Tratar doença mental reduz o risco &#160;de hospitalização em paciente cardíaco&#160;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação TVPsi]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Jun 2024 20:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Gabriela Cupani, da Agência Einstein&#160; Tratar a ansiedade e a depressão diminui a necessidade de visitas ao hospital e internações em pacientes com doenças cardiovasculares, mostra um novo estudo publicado no Journal of the American Heart Association. Segundo os autores, vinculados à Universidade Estadual de Ohio, nos Estados Unidos, embora haja muitas pesquisas sobre [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Por Gabriela Cupani, da Agência Einstein</strong>&nbsp;</p>



<p>Tratar a ansiedade e a depressão diminui a necessidade de visitas ao hospital e internações em pacientes com doenças cardiovasculares, mostra um novo estudo <a href="https://www.ahajournals.org/doi/full/10.1161/JAHA.123.031117" target="_blank" rel="noreferrer noopener">publicado no </a><a href="https://www.ahajournals.org/doi/full/10.1161/JAHA.123.031117" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>Journal of the American Heart Association</em></a>. Segundo os autores, vinculados à Universidade Estadual de Ohio, nos Estados Unidos, embora haja muitas pesquisas sobre o tema, ainda existem poucas evidências de que cuidar da saúde mental possa, de fato, causar mudanças no desfecho desses pacientes.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Para analisar essa relação, o trabalho avaliou 1.563 adultos com idades entre 21 e 64 anos, participantes do programa Medicaid de Ohio, que foram acompanhados ao longo de três anos. Todos haviam passado por uma hospitalização em decorrência de obstruções nas artérias ou de insuficiência cardíaca. Cerca de 92% haviam sido diagnosticados com ansiedade e 55,5%<s>,</s> com depressão.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Ao fim do período, os resultados mostraram que aqueles que passaram por um tratamento com psicoterapia associado ao uso de medicamentos tiveram um risco entre 68% e 75% menor de ficar internado novamente, além de uma queda de até 74% no risco de passar pelo pronto-socorro outra vez. A probabilidade de morrer por qualquer causa caiu 67%. O impacto foi de cerca de 50% para aqueles que fizeram somente o acompanhamento psicoterápico ou apenas tomaram remédios.&nbsp;</p>



<p>“A saúde mental e a do coração estão intimamente conectadas”, diz o cardiologista Humberto Graner, do Hospital Israelita Albert Einstein de Goiânia. Segundo o especialista, a relação entre esses transtornos e os desfechos clínicos em doenças cardiovasculares tem sido o foco de vários estudos ao longo dos anos e já está bem estabelecida. &nbsp;</p>



<p>“Ela pode ser explicada de várias maneiras. Quando estamos estressados, ansiosos ou deprimidos, nosso corpo reage como se estivesse enfrentando uma ameaça, o que é conhecido como ‘resposta ao estresse’. Nessa situação, há a liberação de hormônios, como o cortisol e a adrenalina, que aumentam a pressão arterial e a frequência cardíaca, o que pode sobrecarregar o organismo a longo prazo”, explica.</p>



<p>“Além disso, o estresse crônico e a depressão podem causar inflamação, que é uma resposta natural a lesões e infecções. Mas, quando se torna constante, a inflamação pode danificar os vasos sanguíneos e levar à formação de placas que bloqueiam as artérias, aumentando o risco de ataques cardíacos e derrames.”&nbsp;</p>



<p>Graner lembra ainda que há o fator “estilo de vida”, já que esses pacientes muitas vezes têm mais dificuldade em manter hábitos saudáveis. “Podem ter menos energia para se exercitar, fumar mais e fazer escolhas alimentares menos saudáveis. Todos esses fatores aumentam o risco de doenças cardíacas.”&nbsp;</p>



<p>Segundo os autores do estudo, os resultados devem servir para reforçar a necessidade de rastrear problemas de saúde mental nesses pacientes e promover intervenções para reduzir o risco de complicações.&nbsp;&nbsp;</p>



<p><em>Fonte: Agência Einstein</em>&nbsp;&nbsp;</p>
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		<title>Saúde Mental em Portugal: Impactos e Desafios no Setor Segurador</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação TVPsi]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 May 2024 22:37:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A saúde mental afeta cerca de um quinto da população portuguesa e representa um custo significativo para as seguradoras, estimado em 15 mil milhões de dólares anuais. O setor segurador está cada vez mais preocupado com essa &#8220;epidemia&#8221; mental. Em 2023, os seguros de saúde conquistaram 400 mil novos clientes, totalizando 3,7 milhões de utentes, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A saúde mental afeta cerca de um quinto da população portuguesa e representa um custo significativo para as seguradoras, estimado em 15 mil milhões de dólares anuais. O setor segurador está cada vez mais preocupado com essa &#8220;epidemia&#8221; mental. Em 2023, os seguros de saúde conquistaram 400 mil novos clientes, totalizando 3,7 milhões de utentes, o que representa um crescimento anual de 10%. A tendência é que este percentual se eleve ainda mais, em função da dificuldade de acesso ao atendimento público, ante à sobrecarga atualmente enfrentada pelo Serviço Nacional de Saúde.</p>



<p>Segundo o Ministério da Saúde, 12,2% da população portuguesa sofre de depressão crónica, taxa bem maior do que a média da União Europeia, que é de 7,2%.</p>



<p>Os problemas de saúde mental têm um impacto crescente na sociedade e na economia, resultando em perdas de produtividade e custos elevados para as seguradoras, que precisam cobrir comparticipações e indemnizações. Portugal é o quinto país da União Europeia com maior prevalência de doenças mentais e lidera o consumo de ansiolíticos entre os países da OCDE.</p>



<p>Estudos indicam que a má saúde mental poderá acarretar uma perda global de produtividade estimada em cerca de 6 trilhões de dólares até 2030, conforme dados divulgados pela The Geneva Association durante o Encontro Internacional de Resseguros em Lisboa. Atualmente, são desembolsados anualmente 15 bilhões de dólares em indenizações de seguros de invalidez relacionadas à saúde mental. A pandemia de Covid-19 teve um impacto significativo, contribuindo para o aumento dos casos de depressão e ansiedade, com 53 milhões de novos casos de depressão e 73 milhões de novos casos de ansiedade, segundo o Institute for Health Metrics and Evaluation. Os jovens e as mulheres foram os grupos mais afetados.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2024/06/Boneco-1024x683.jpeg" alt="" class="wp-image-30329" width="567" height="371"/></figure></div>


<p>Reconhecendo a saúde mental como uma área crítica, o governo português incluiu ações específicas em seu plano de emergência para a saúde. Algumas seguradoras já estão promovendo workshops e treinamentos para empresas, focando em boas práticas no ambiente de trabalho, como a criação de espaços de convívio e oportunidades para exercício físico, visando reduzir o estresse e a ansiedade. Além disso, ferramentas tecnológicas, como aplicativos para monitorar a pressão arterial e as pulsações cardíacas, estão sendo utilizadas para prevenção e intervenção precoce.</p>



<p>Em declarações à imprensa, José Galamba de Oliveira, presidente da Associação Portuguesa de Seguradores, sugere que as pessoas comparem as ofertas do mercado através de mediadores de seguros, pois existem produtos com diferentes níveis de cobertura e custos. Em geral, as apólices cobrem apenas um número limitado de consultas por ano.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Importância do Setor de Saúde no Mercado Segurador Português e Gastos com Saúde Mental</h2>



<p>O setor de saúde ocupa a segunda posição em importância no mercado segurador em Portugal, ficando atrás apenas do setor automóvel. Anualmente, esse ramo movimenta aproximadamente 1,2 bilhões de euros em prêmios. Em contraste, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) representa um montante superior a 24 bilhões de euros, enquanto os gastos diretos dos portugueses com saúde, incluindo despesas em farmácias, chegam a cerca de 7 bilhões de euros anuais.</p>



<p>Portugal se destaca entre os países da União Europeia com maior desproteção financeira no acesso à saúde, com quase 30% das despesas em saúde sendo financiadas diretamente pelos utentes. Em 2021, apenas quatro países europeus apresentavam valores de pagamentos diretos mais elevados que Portugal.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Contexto Europeu e Desafios Futuros</h2>



<p>Portugal está entre os países da União Europeia com maior desproteção financeira no acesso à saúde, com quase 30% da despesa em saúde financiada diretamente pelos utentes. Em 2021, apenas quatro países europeus apresentavam valores de pagamentos diretos mais elevados que Portugal. Este cenário reflete a necessidade de políticas públicas mais eficazes e de uma maior cobertura por parte das seguradoras para garantir um acesso mais equitativo aos serviços de saúde, incluindo a saúde mental.</p>



<p>É certo que a saúde continua a ser um dos pilares do mercado segurador em Portugal, com um impacto econômico significativo. No entanto, os desafios relacionados à saúde mental e à desproteção financeira no acesso aos serviços de saúde exigem atenção contínua e esforços coordenados entre o governo, as seguradoras e a sociedade civil para melhorar a cobertura e o acesso aos cuidados de saúde.</p>
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		<title>Uso de telas por crianças pequenas &#160;reduz a interação verbal com os pais&#160;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação TVPsi]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 May 2024 23:49:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quanto maior o tempo de tela, maior é a falta de comunicação com seus cuidadores, o que, segundo um estudo australiano, prejudica o desenvolvimento infantil  Por Gabriela Cupani, da Agência Einstein&#160; Quanto mais tempo a criança fica exposta às telas, menos ela conversa com os pais, o que impacta negativamente o desenvolvimento infantil, mostra um [&#8230;]</p>
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<h2 class="wp-block-heading"><em>Quanto maior o tempo de tela, maior é a falta de comunicação com seus cuidadores, o que, segundo um estudo australiano, prejudica o desenvolvimento infantil</em> </h2>



<p><strong>Por Gabriela Cupani, da Agência Einstein</strong>&nbsp;</p>



<p>Quanto mais tempo a criança fica exposta às telas, menos ela conversa com os pais, o que impacta negativamente o desenvolvimento infantil, mostra um estudo recém-publicado no Jama Pediatrics feito por pesquisadores australianos. O objetivo dos autores era saber em que medida o uso de dispositivos tecnológicos por crianças pequenas afeta a interação com os adultos.  </p>



<p>Para chegar ao resultado, os pesquisadores selecionaram 220 famílias com filhos na faixa de 1 ano de idade, que foram acompanhados até completarem 3 anos. Durante esse período, a cada seis meses as crianças passavam um dia usando um dispositivo de reconhecimento de fala que capta sons ambientes – como sons eletrônicos e ruídos – e registra o número de palavras ditas pelos adultos, vocalizações emitidas pelas crianças e as conversas entre eles. No dia selecionado, as crianças estavam em casa a maior parte do tempo, sem ir à escola, por exemplo, e o equipamento era colocado num bolso da camiseta.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>No início, o tempo de exposição às telas era de cerca de uma hora e meia por dia, mas com o passar dos anos foi aumentando gradativamente até chegar a quase três horas. Embora a quantidade de palavras e interações tenha aumentado no período, houve uma associação negativa entre o tempo diante das telas e as conversas.&nbsp;</p>



<p>Perto dos 3 anos de idade, cada minuto a mais nos dispositivos digitais significou menos 6,6 palavras emitidas pelos pais, menos 4,9 vocalizações dos filhos e uma interação verbal a menos com os adultos.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>“A interação com os pais é essencial para o desenvolvimento da criança”, diz Claudio Schvartsman, pediatra do Hospital Israelita Albert Einstein. “A falta deixa o bebê mais introspectivo e reduz o vocabulário da criança. Há menos interação emocional e isso pode afetar a socialização e o desenvolvimento intelectual”, comenta o médico.&nbsp;</p>



<p>Segundo os autores, um ambiente familiar rico em linguagem também é essencial para deixar a criança apta a entrar na escola. Embora reconheçam que não é realístico esperar que as famílias abandonem as telas, os pesquisadores sugerem que deveria haver programas e políticas voltados à redução desse tempo e ao envolvimento dos pais durante o uso. Ou seja, usar as telas em um momento que esse recurso possa servir para promover um ambiente com mais interação e conversa.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Também não faltam estudos que mostram como o uso de telas pelos próprios adultos é capaz de afetar a conexão com os filhos, deixando-os menos responsivos e atentos, o que impacta a comunicação verbal e não verbal, relata o artigo.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>“As crianças acabam usando esses aparelhos justamente em momentos em que os adultos querem interagir menos com elas, porque estão ocupados, por exemplo. Mas é preciso tomar muito cuidado, pois a tela é hipnotizante para a criança pequena e o excesso está criando uma geração voltada ao imediatismo e à rapidez, que é a antítese da profundidade”, diz Schvartsman.&nbsp;</p>



<p>Vale lembrar que a Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que crianças com menos de 2 anos não tenham contato com aparelhos eletrônicos. Entre 2 e 5 anos, seu uso deve ser limitado a uma hora por dia e, entre 5 e 10, no máximo a duas horas. Os adolescentes não devem passar mais de três horas diárias nesses equipamentos. O uso de tais dispositivos, orientam os especialistas, deve ser sempre com a supervisão dos pais ou responsáveis.&nbsp;&nbsp;</p>



<p><em>Fonte: Agência Einstein</em>&nbsp;&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading"></h2>
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		<title>Conhecendo a depressão&#8230;</title>
		<link>https://tvpsi.tv/conhecendo-a-depressao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação TVPsi]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 02 Sep 2023 22:18:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O transtorno depressivo (também conhecido como depressão) é um transtorno mental comum. </p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O transtorno depressivo (também conhecido como depressão) é um transtorno mental comum.&nbsp;Envolve humor deprimido, ou perda de prazer ou interesse em atividades por longos períodos de tempo.</p>



<p>A depressão é diferente das mudanças regulares de humor e dos sentimentos da vida cotidiana.&nbsp;Pode afetar todos os aspectos da vida, incluindo relacionamentos com a família, amigos e comunidade.&nbsp;Pode resultar ou levar a problemas na escola e no trabalho.</p>



<p>A depressão pode acontecer com qualquer pessoa.&nbsp;Pessoas que passaram por abusos, perdas graves ou outros eventos estressantes têm maior probabilidade de desenvolver depressão.&nbsp;As mulheres são mais propensas a ter depressão do que os homens.</p>



<p>Estima-se que 3,8% da população sofra de depressão, incluindo 5% dos adultos (4% entre os homens e 6% entre as mulheres) e 5,7% dos adultos com mais de 60 anos.&nbsp;Aproximadamente 280 milhões de pessoas no mundo sofrem de depressão&nbsp;<em>(1)</em>&nbsp;.&nbsp;A depressão é cerca de 50% mais comum entre as mulheres do que entre os homens.&nbsp;Em todo o mundo, mais de 10% das mulheres grávidas e puérperas sofrem de depressão&nbsp;<em>(2)</em>&nbsp;.&nbsp;Mais de 700 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos.&nbsp;O suicídio é a quarta principal causa de morte em jovens de 15 a 29 anos.</p>



<p>Embora existam tratamentos conhecidos e eficazes para transtornos mentais, mais de 75% das pessoas em países de baixa e média renda não recebem tratamento&nbsp;<em>(3)</em>&nbsp;.&nbsp;As barreiras a cuidados eficazes incluem a falta de investimento em cuidados de saúde mental, a falta de prestadores de cuidados de saúde qualificados e o estigma social associado às perturbações mentais.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Sintomas da depressão</strong></h2>



<p>Durante um episódio depressivo, a pessoa experimenta um humor deprimido (sensação de tristeza, irritação, vazio).&nbsp;Pode haver perda de prazer ou interesse nas atividades.</p>



<p>Um episódio depressivo é diferente das flutuações normais de humor.&nbsp;Dura a maior parte do dia, quase todos os dias, durante pelo menos duas semanas.</p>



<p>Outros sintomas também estão presentes. Podem incluir:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>baixa concentração;</li><li>sentimentos de culpa excessiva ou baixa autoestima;</li><li>desesperança sobre o futuro;</li><li>pensamentos sobre morte ou suicídio;</li><li>sono interrompido;</li><li>mudanças no apetite ou peso;</li><li>sentimento de muito cansado ou pouca energia.</li></ul>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2023/09/Depressao-2-1024x683.jpeg" alt="" class="wp-image-29870" srcset="https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2023/09/Depressao-2-1024x683.jpeg 1024w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2023/09/Depressao-2-300x200.jpeg 300w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2023/09/Depressao-2-768x512.jpeg 768w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2023/09/Depressao-2-1536x1024.jpeg 1536w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2023/09/Depressao-2-150x100.jpeg 150w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2023/09/Depressao-2-696x464.jpeg 696w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2023/09/Depressao-2-1068x712.jpeg 1068w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>A depressão pode causar dificuldades em todos os aspectos da vida, inclusive na comunidade e em casa, no trabalho e na escola.</p>



<p>Um episódio depressivo pode ser categorizado como leve, moderado ou grave, dependendo do número e da gravidade dos sintomas, bem como do impacto no funcionamento do indivíduo.&nbsp;</p>



<p>Existem diferentes padrões de episódios depressivos, incluindo:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>transtorno depressivo de episódio único, ou seja, o primeiro e único episódio da pessoa;</li><li>transtorno depressivo recorrente, ou seja, a pessoa tem histórico de pelo menos dois episódios depressivos;&nbsp;e</li><li>transtorno bipolar, o que significa que episódios depressivos se alternam com períodos de sintomas maníacos, que incluem euforia ou irritabilidade, aumento de atividade ou energia e outros sintomas, como aumento da loquacidade, pensamentos acelerados, aumento da auto-estima, diminuição da necessidade de sono, distração, impulsividade e comportamento imprudente.&nbsp;&nbsp;</li></ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Fatores que contribuem para a depressão </strong></h2>



<p>A depressão resulta de uma interação complexa de fatores sociais, psicológicos e biológicos.&nbsp;Pessoas que passaram por eventos adversos na vida (desemprego, luto, acontecimentos traumáticos) têm maior probabilidade de desenvolver depressão.&nbsp;A depressão pode, por sua vez, levar a mais estresse e disfunção, piorarando a situação de vida da pessoa afetada e a própria depressão.</p>



<p>A depressão está intimamente relacionada à saúde física.&nbsp;Muitos dos fatores que influenciam a depressão (como a inatividade física ou o uso nocivo de álcool) também são fatores de risco conhecidos, assim como outras patologias, como doenças cardiovasculares, câncer, diabetes e doenças respiratórias.&nbsp;As pessoas com estas doenças podem sofrer de depressão, devido às dificuldades associadas à gestão da sua condição.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Programas de prevenção</strong></h2>



<p>Abordagens comunitárias eficazes para prevenir a depressão incluem programas escolares para melhorar um padrão de enfrentamento positivo em crianças e adolescentes.&nbsp;Intervenções para pais de crianças com problemas comportamentais podem reduzir os sintomas depressivos parentais e melhorar os resultados para os seus filhos.&nbsp;Programas de exercícios para idosos também podem ser eficazes na prevenção da depressão.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Diagnóstico e tratamento</strong></h2>



<p>Existem tratamentos eficazes para a depressão.&nbsp;Isso inclui tratamento psicológico e medicamentoso.&nbsp;Procure atendimento se tiver sintomas de depressão.</p>



<p>Os tratamentos psicológicos são os primeiros tratamentos para a depressão.&nbsp;Eles podem ser combinados com medicamentos antidepressivos na depressão moderada e grave.&nbsp;Medicamentos antidepressivos não são necessários para depressão leve.</p>



<p>Os tratamentos psicológicos podem ensinar novas maneiras de pensar, lidar com a situação ou se relacionar com os outros.&nbsp;Eles podem incluir psicoterapia com profissionais e terapeutas leigos supervisionados.&nbsp;A psicoterapia pode acontecer pessoalmente ou online.&nbsp;Os tratamentos psicológicos podem ser acessados ​​por meio de manuais de autoajuda, sites e aplicativos.&nbsp;</p>



<p>Os tratamentos psicológicos eficazes para a depressão compreendem:&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list"><li>ativação comportamental</li><li>terapia cognitivo-comportamental</li><li>psicoterapia interpessoal</li><li>terapia de resolução de problemas.</li></ul>



<p>Os medicamentos antidepressivos incluem inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS), como a fluoxetina.</p>



<p>Os prestadores de cuidados de saúde devem ter em mente os possíveis efeitos adversos associados à medicação antidepressiva, a capacidade de fornecer qualquer intervenção (em termos de experiência e/ou disponibilidade de tratamento) e as preferências individuais.</p>



<p>Os antidepressivos não devem ser utilizados no tratamento da depressão em crianças e não são a primeira linha de tratamento em adolescentes, entre os quais devem ser utilizados com cautela extra.</p>



<p>Diferentes medicamentos e tratamentos são usados ​​para o transtorno bipolar.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Autocuidado</strong></h2>



<p>O autocuidado pode desempenhar um papel importante no controle dos sintomas da depressão e na promoção do bem-estar geral.</p>



<p>O que você pode fazer:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>tente continuar fazendo atividades que você gostava;</li><li>fique conectado com amigos e familiares;</li><li>faça exercícios regularmente, mesmo que seja apenas uma curta caminhada;</li><li>mantenha hábitos regulares de alimentação e sono, tanto quanto possível;</li><li>evite ou reduza o consumo de álcool e não use drogas ilícitas, que podem piorar a depressão;</li><li>converse com alguém em quem você confia sobre seus sentimentos;&nbsp;</li><li>procure ajuda de um profissional de saúde.</li></ul>



<p>Se você tem pensamentos suicidas:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>lembre-se de que você não está sozinho e que muitas pessoas passaram pelo que você está vivenciando e encontraram ajuda</li><li>converse com alguém em quem você confia sobre como você se sente</li><li>fale com um profissional de saúde, como um médico ou conselheiro</li><li>junte-se a um grupo de apoio.</li></ul>



<p>Se você acha que corre perigo imediato de se machucar, entre em contato com qualquer serviço de emergência disponível ou com uma linha de emergência.</p>



<h1 class="wp-block-heading"><strong>Assista aqui ao vídeo explicativo</strong></h1>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<div class="youtube-embed" data-video_id="SIyv6438FCA"><iframe loading="lazy" title="Projeto Descomplica | Depressão" width="696" height="392" src="https://www.youtube.com/embed/SIyv6438FCA?feature=oembed&#038;enablejsapi=1" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe></div>
</div></figure>



<p>O vídeo a seguir integra o “Projeto Descomplica”, uma iniciativa do governo português, desenvolvida por meio de parceria entre o Sistema Nacional de Saúde (SNS) e a Escola de Medicina da Universidade do Minho, “no sentido de intervir com informação de qualidade e aumentar o conhecimento sobre saúde mental e doenças relacionadas”.</p>



<p></p>



<p><strong>Referências</strong>:</p>



<ol class="wp-block-list" type="1"><li>Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde.&nbsp;Intercâmbio Global de Dados de Saúde (GHDx).&nbsp;&nbsp;https://vizhub.healthdata.org/gbd-results/&nbsp;(Acessado em 4 de março de 2023).</li><li>Woody CA, Ferrari AJ, Siskind DJ, Whiteford HA, Harris MG.&nbsp;Uma revisão sistemática e meta-regressão da prevalência e incidência de depressão perinatal.&nbsp;J Afeta Desordem.&nbsp;2017;219:86–92.</li><li>Evans-Lacko S, Aguilar-Gaxiola S, Al-Hamzawi A, et al.&nbsp;Variações socioeconômicas na lacuna no tratamento de saúde mental para pessoas com transtornos de ansiedade, humor e uso de substâncias: resultados das pesquisas mundiais de saúde mental (WMH) da OMS.&nbsp;Psicol Med.&nbsp;2018;48(9):1560-1571.&nbsp;</li></ol>



<p><strong>FONTE</strong>: <em>Organização Mundial da Saúde</em> &#8211; Sala de Imprensa, em 02/09/2023</p>



<p><strong>ILUSTRAÇÕES:&nbsp;</strong>Adobe Stock</p>



<p><strong>VÍDEO:</strong>&nbsp;<em>Coordenação Nacional das Políticas de Saúde Mantal / SNS Portugal.</em></p>
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		<title>Conhecendo a esquizofrenia&#8230;</title>
		<link>https://tvpsi.tv/conhecendo-a-esquizofrenia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação TVPsi]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Jul 2023 10:12:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia Clínica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na definição adotada pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM 5), a esquizofrenia consiste em &#8220;um quadro clínico que contenha dois ou mais dos seguintes critérios:&#160;Delírios.&#160;Alucinações.&#160;Discurso desorganizado&#8221;. É um transtorno mental caracterizado pela perda de contato com a realidade (psicose), alucinações (é comum ouvir vozes), falsas convicções (delírios), pensamento e comportamento anômalo, redução [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Na definição adotada pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM 5), a esquizofrenia consiste em &#8220;um quadro clínico que contenha dois ou mais dos seguintes critérios:&nbsp;Delírios.&nbsp;Alucinações.&nbsp;Discurso desorganizado&#8221;. </p>



<p>É um transtorno mental caracterizado pela perda de contato com a realidade (psicose), alucinações (é comum ouvir vozes), falsas convicções (delírios), pensamento e comportamento anômalo, redução das demonstrações de emoções, diminuição da motivação, uma piora da função mental (cognição) e problemas no desempenho diário, incluindo no âmbito profissional, social, relacionamentos e autocuidado.</p>



<p>Importa reconhecer os sintomas da esquizofrenia e procurar ajuda o mais cedo possível.&nbsp;Pessoas com esquizofrenia geralmente são diagnosticadas entre 16 e 30 anos, após o primeiro episódio de psicose.&nbsp;Iniciar o tratamento o mais rápido possível após o primeiro episódio de psicose é um passo importante para a recuperação.&nbsp;No entanto, pesquisas mostram que mudanças graduais no pensamento, humor e funcionamento social geralmente aparecem antes do primeiro episódio de psicose.&nbsp;A esquizofrenia é rara em crianças mais novas.</p>



<p>Os sintomas da esquizofrenia podem diferir de pessoa para pessoa, mas geralmente se enquadram em três categorias principais: psicótico, negativo e cognitivo.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="800" height="564" src="https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2023/07/Palavras_na_Paredes_do_Banheiro_abre_10072022194445.png" alt="" class="wp-image-29800" srcset="https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2023/07/Palavras_na_Paredes_do_Banheiro_abre_10072022194445.png 800w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2023/07/Palavras_na_Paredes_do_Banheiro_abre_10072022194445-300x212.png 300w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2023/07/Palavras_na_Paredes_do_Banheiro_abre_10072022194445-768x541.png 768w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2023/07/Palavras_na_Paredes_do_Banheiro_abre_10072022194445-150x106.png 150w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2023/07/Palavras_na_Paredes_do_Banheiro_abre_10072022194445-696x491.png 696w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption>Imagem de divulgção do filme &#8220;Palavras nas Paredes do Banheiro&#8221;, do diretor alemão Thor Freudenthal, em cartaz na Netflix, que retrata a história de um jovem portador de esquizofrenia (Sony Pictures / LD Entertainment e Kick the Habit Productions)</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading">Sintomas da esquizofrenia</h2>



<p><strong>Os sintomas psicóticos</strong>&nbsp;incluem mudanças na maneira como uma pessoa pensa, age e vivencia o mundo.&nbsp;As pessoas com sintomas psicóticos podem perder o senso de realidade compartilhado com os outros e vivenciar o mundo de maneira distorcida.&nbsp;Para algumas pessoas, esses sintomas vêm e vão.&nbsp;Para outros, os sintomas tornam-se estáveis ​​ao longo do tempo.&nbsp;Os sintomas psicóticos incluem:</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Alucinações</strong>: quando uma pessoa vê, ouve, cheira, prova ou sente coisas que não existem realmente.&nbsp;Ouvir vozes é comum para pessoas com esquizofrenia.&nbsp;As pessoas que ouvem vozes podem ouvi-las por muito tempo antes que a família ou os amigos percebam o problema.</li><li><strong>Delírios</strong>: quando uma pessoa tem crenças fortes que não são verdadeiras e podem parecer irracionais para os outros.&nbsp;Por exemplo, indivíduos que sofrem delírios podem acreditar que as pessoas no rádio e na televisão estão enviando mensagens especiais que exigem uma certa resposta, ou podem acreditar que estão em perigo ou que outras pessoas estão tentando feri-los.</li><li><strong>Distúrbio do pensamento</strong>: quando uma pessoa tem maneiras de pensar que são incomuns ou ilógicas.&nbsp;Pessoas com transtorno de pensamento podem ter problemas para organizar seus pensamentos e fala.&nbsp;Às vezes, uma pessoa para de falar no meio de um pensamento, salta de um assunto para outro ou inventa palavras sem sentido.</li><li><strong>Distúrbio do movimento</strong>&nbsp;: quando uma pessoa exibe movimentos corporais anormais.&nbsp;Pessoas com distúrbio de movimento podem repetir certos movimentos indefinidamente.</li></ul>



<p><strong>Os sintomas negativos</strong>&nbsp;incluem perda de motivação, perda de interesse ou prazer nas atividades diárias, afastamento da vida social, dificuldade em demonstrar emoções e dificuldade em funcionar normalmente.</p>



<p>Os sintomas negativos incluem:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Ter problemas para planejar e manter atividades, como compras de supermercado</li><li>Ter problemas para antecipar e sentir prazer na vida cotidiana</li><li>Falar com voz monótona e mostrar expressão facial limitada</li><li>Evitar a interação social ou interagindo de maneiras socialmente desajeitadas</li><li>Ter muito pouca energia e gastando muito tempo em atividades passivas.&nbsp;Em casos extremos, uma pessoa pode parar de se mover ou falar por um tempo, o que é uma condição rara chamada catatonia&nbsp;<em>.</em></li></ul>



<p>Às vezes, esses sintomas são confundidos com sintomas de depressão ou outras doenças mentais.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="8688" height="5792" src="https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2023/07/AdobeStock_188826371.jpeg" alt="" class="wp-image-29818"/></figure>



<p><strong>Os sintomas cognitivos</strong>&nbsp;incluem problemas de atenção, concentração e memória.&nbsp;Esses sintomas podem dificultar o acompanhamento de uma conversa, aprender coisas novas ou lembrar de compromissos.&nbsp;O nível de funcionamento cognitivo de uma pessoa é um dos melhores preditores de seu funcionamento diário.&nbsp;Os profissionais de saúde avaliam o funcionamento cognitivo usando testes específicos.</p>



<p>Os sintomas cognitivos incluem:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Ter problemas para processar informações para tomar decisões</li><li>Ter problemas para usar as informações imediatamente após aprendê-las</li><li>Tendo problemas para se concentrar ou prestar atenção</li></ul>



<h3 class="wp-block-heading">Risco de violência</h3>



<p>A maioria das pessoas com esquizofrenia não é violenta.&nbsp;No geral, as pessoas com esquizofrenia são mais propensas do que aquelas sem a doença a serem prejudicadas por outras pessoas.&nbsp;Para pessoas com esquizofrenia, o risco de automutilação e de violência contra outras pessoas é maior quando a doença não é tratada.&nbsp;É importante ajudar as pessoas que apresentam sintomas a obter tratamento o mais rápido possível.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Esquizofrenia X Transtorno Dissociativo de Identidade</h3>



<p>Embora alguns dos sinais possam parecer semelhantes na superfície, a esquizofrenia não é um transtorno dissociativo de identidade (que costumava ser chamado de transtorno de personalidade múltipla ou dupla personalidade).&nbsp;Pessoas com transtorno dissociativo de identidade têm duas ou mais identidades distintas que estão presentes e que alternadamente assumem o controle delas.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2023/07/AdobeStock_460636544-1024x691.jpeg" alt="" class="wp-image-29819" width="530" height="351"/></figure></div>


<h2 class="wp-block-heading">Fatores de risco</h2>



<p>Vários fatores podem contribuir para o risco de uma pessoa desenvolver esquizofrenia.</p>



<p><strong>Genética:</strong>&nbsp;A esquizofrenia às vezes ocorre em famílias.&nbsp;No entanto, só porque um membro da família tem esquizofrenia, isso não significa que outros membros da família também a terão.&nbsp;Estudos sugerem que muitos genes diferentes podem aumentar as chances de uma pessoa desenvolver esquizofrenia, mas nenhum gene isolado causa o distúrbio por si só.</p>



<p><strong>Ambiente:</strong>&nbsp;A pesquisa sugere que uma combinação de fatores genéticos e aspectos do ambiente e experiências de vida de uma pessoa podem desempenhar um papel no desenvolvimento da esquizofrenia.&nbsp;Esses fatores ambientais podem incluir viver na pobreza, ambientes estressantes ou perigosos e exposição a vírus ou problemas nutricionais antes do nascimento.</p>



<p><strong>Estrutura e função do cérebro:</strong>&nbsp;pesquisas mostram que as pessoas com esquizofrenia podem ter maior probabilidade de ter diferenças no tamanho de certas áreas do cérebro e nas conexões entre as áreas do cérebro.&nbsp;Algumas dessas diferenças cerebrais podem se desenvolver antes do nascimento.&nbsp;Os pesquisadores estão trabalhando para entender melhor como a estrutura e a função do cérebro podem estar relacionadas à esquizofrenia.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Tratamentos para esquizofrenia</h2>



<h3 class="wp-block-heading">Tratamentos com medicamentos antipsicóticos</h3>



<p>Os medicamentos antipsicóticos podem ajudar a tornar os sintomas psicóticos menos intensos e menos frequentes.&nbsp;Esses medicamentos geralmente são tomados todos os dias em forma de comprimido ou líquido.&nbsp;Alguns medicamentos antipsicóticos são administrados como injeções uma ou duas vezes por mês.</p>



<p>Se os sintomas de uma pessoa não melhorarem com os medicamentos antipsicóticos usuais, pode-se prescrever clozapina.&nbsp;As pessoas que tomam clozapina devem fazer exames de sangue regulares para verificar um efeito colateral potencialmente perigoso que ocorre em 1-2% dos pacientes.</p>



<p>As pessoas respondem aos medicamentos antipsicóticos de maneiras diferentes.&nbsp;É importante relatar quaisquer efeitos colaterais a um profissional de saúde.&nbsp;Muitas pessoas que tomam medicamentos antipsicóticos apresentam efeitos colaterais, como ganho de peso, boca seca, inquietação e sonolência quando começam a tomar esses medicamentos.&nbsp;Alguns desses efeitos colaterais podem desaparecer com o tempo, enquanto outros podem durar.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Tratamentos psicossociais</h3>



<p>Os tratamentos psicossociais ajudam as pessoas a encontrar soluções para os desafios cotidianos e a controlar os sintomas enquanto frequentam a escola, trabalham e estabelecem relacionamentos.&nbsp;Esses tratamentos são frequentemente usados ​​em conjunto com medicamentos antipsicóticos.&nbsp;As pessoas que participam de tratamento psicossocial regular têm menos probabilidade de apresentar sintomas recorrentes ou de serem hospitalizadas.</p>



<p>Exemplos desse tipo de tratamento incluem&nbsp;diversos tipos de psicoterapia, como terapia cognitivo-comportamental, treinamento de habilidades comportamentais, emprego apoiado e intervenções de remediação cognitiva.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Educação e suporte</h3>



<p>Os programas educacionais podem ajudar a família e os amigos a aprender sobre os sintomas da esquizofrenia, opções de tratamento e estratégias para ajudar os entes queridos com a doença.&nbsp;Esses programas podem ajudar amigos e familiares a administrar sua angústia, aumentar suas próprias habilidades de enfrentamento e fortalecer sua capacidade de fornecer apoio.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Tratamento para abuso de drogas e álcool</h3>



<p>É comum que as pessoas com esquizofrenia tenham problemas com drogas e álcool.&nbsp;Um programa de tratamento que inclua tratamento para esquizofrenia e uso de substâncias é importante para a recuperação porque o uso de substâncias pode interferir no tratamento da esquizofrenia.</p>



<h1 class="wp-block-heading">Assista aqui ao vídeo explicativo</h1>



<p>O vídeo a seguir integra o &#8220;Projeto Descomplica&#8221;, uma iniciativa do governo português, desenvolvida por meio de parceria entre o Sistema Nacional de Saúde (SNS) e a Escola de Medicina da Universidade do Minho, &#8220;no sentido de intervir com informação de qualidade e aumentar o conhecimento sobre saúde mental e doenças relacionadas&#8221;.</p>



<p>Vale a pena conferir.</p>



<figure class="wp-block-video"><video controls src="https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2023/07/ESQUIZOFRENIA-1.mp4"></video></figure>



<p><strong>FONTES</strong>: </p>



<p><em>Manual MSD &#8211; Versão para profissionais de Saúde &#8211; Merck &amp; Co, Inc., Rahway, NJ, EUA; </em></p>



<p><em>NIMH Information Resource Center &#8211; National Institute of Mental Health / Department of Health and Human Services</em>  (Governo dos Estados Unidos da América), Office of Science Policy, Planning, and Communications.</p>



<p><strong>ILUSTRAÇÕES: </strong>Adobe Stock</p>



<p><strong>VÍDEO:</strong> <em>Coordenação Nacional das Políticas de Saúde Mantal / SNS Portugal.</em></p>
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