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	<description>Rede Saúde Mental</description>
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	<title>Portal TV PSI</title>
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		<title>OMS na Europa alerta para casos de depressão em agentes de saúde</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação TVPsi]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Oct 2025 21:40:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um em cada três profissionais de enfermagem e medicina sofre de depressão, um em cada 10 sofreu violência física e/ou assédio sexual e um em cada 10 tem pensamentos suicidas, revela novo relatório da Organização Mundial da Saúde, OMS, na Europa; 10 de outubro é o Dia Mundial da Saúde Mental. Num alerta preocupante divulgado [&#8230;]</p>
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<h2 class="wp-block-heading">Um em cada três profissionais de enfermagem e medicina sofre de depressão, um em cada 10 sofreu violência física e/ou assédio sexual e um em cada 10 tem pensamentos suicidas, revela novo relatório da Organização Mundial da Saúde, OMS, na Europa; 10 de outubro é o Dia Mundial da Saúde Mental.</h2>



<p>Num alerta preocupante divulgado no Dia Mundial da Saúde Mental, neste 10 de outubro, um estudo do Escritório da Organização Mundial de Saúde na Europa, OMS-Europa, revelou que grande parte de profissionais de medicina e enfermagem têm transtornos de saúde mental e bem-estar por causa das condições de trabalho.</p>



<p>O relatório “A Saúde Mental de Médicos e Enfermeiros” mostra que um em cada três profissionais sofre de depressão ou ansiedade e um em cada 10 pensou que “seria melhor estar morto”, duas semanas antes de ser entrevistado para a pesquisa.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Uma crise silenciosa nos hospitais da Europa</strong></h2>



<p>O inquérito conhecido como Mend recolheu e analisou mais de 90 mil respostas de profissionais de saúde nos 27 países da União Europeia, além da Islândia e da Noruega.</p>



<p>Os resultados revelam o impacto direto de anos de subfinanciamento dos sistemas de saúde europeus.</p>



<p>Nos últimos 12 meses, um em cada três médicos e enfermeiros foi alvo de bullying ou intimidações, e 10% reportaram ter sofrido violência física ou assédio sexual.</p>



<p>Além disso, um em cada quatro médicos trabalha mais de 50 horas por semana, enquanto cerca de um terço dos médicos e um quarto dos enfermeiros têm contratos temporários, o que alimenta a ansiedade e a insegurança profissional.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Quase 1 bilhão com transtornos mentais</strong></h2>



<p>As condições de saúde mental incluem transtornos mentais e deficiências psicossociais, bem como outros estados mentais associados a sofrimento significativo, comprometimento no funcionamento ou risco de autolesão.</p>



<p>Em 2019, 970 milhões de pessoas em todo o mundo viviam com um transtorno mental, sendo ansiedade e depressão os mais comuns.</p>



<p>As condições de saúde mental podem causar dificuldades em todos os aspectos da vida, incluindo relacionamentos com família, amigos e comunidade. Elas podem levar ainda a problemas na escola e no trabalho.</p>



<p>Globalmente, pessoas com condições graves de saúde mental morrem de 10 a 20 anos mais cedo do que a população em geral.</p>



<p>Além disso, ter uma condição de saúde mental aumenta o risco de suicídio e de sofrer violações dos direitos humanos. As consequências econômicas das condições de saúde mental também são enormes, com as perdas de produtividade superando significativamente os custos diretos de cuidado.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="471" src="https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2025/10/OMS-2-1024x471.png" alt="" class="wp-image-30447" srcset="https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2025/10/OMS-2-1024x471.png 1024w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2025/10/OMS-2-300x138.png 300w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2025/10/OMS-2-768x353.png 768w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2025/10/OMS-2-150x69.png 150w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2025/10/OMS-2-696x320.png 696w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2025/10/OMS-2.png 1066w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">OMS/Gilles Reboux  -Um oncologista consulta um paciente com câncer em um hospital em Lyon, na França</figcaption></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>População geral</strong></h2>



<p>De acordo com a OMS, estas condições estão diretamente ligadas à deterioração da saúde mental.</p>



<p>Os profissionais expostos a violência, longas jornadas e turnos noturnos têm o dobro da probabilidade de sofrer de depressão ou ansiedade e de desenvolver pensamentos suicidas, em comparação com a população geral.</p>



<p>Hans Henri P. Kluge, diretor regional da OMS-Europa, afirmou que “o resultado do inquérito é um lembrete claro de que os sistemas de saúde da Europa são tão fortes quanto as pessoas que os sustentam”.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Tolerância zero</strong></h2>



<p>Kluge ressaltou que um em cada três médicos e enfermeiros vive com depressão ou ansiedade, e mais de um em cada 10 já pensou em acabar com a própria vida, representando “um fardo inaceitável sobre aqueles que cuidam de nós”.</p>



<p>O diretor regional apelou a medidas imediatas para enfrentar esta crise, incluindo a tolerância zero para a violência e o assédio, reformas nos turnos e horas extra para pôr fim à cultura de exaustão, redução das cargas de trabalho através de investimentos em tecnologia e contratação inteligente, e apoio psicológico confidencial e livre de estigma para todos os profissionais de saúde.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Movidos pelo propósito</strong></h2>



<p>Apesar da sobrecarga e do sofrimento psicológico, a maioria dos profissionais mantém um forte sentido de missão: três em cada quatro médicos e dois em cada três enfermeiros afirmam encontrar propósito e satisfação no seu trabalho.</p>



<p>A médica francesa, Mélanie Debarreix, residente em radiologia, relatou que “os médicos estão fisicamente e mentalmente exaustos, o que infelizmente pode levar a erros e que estas condições têm um impacto devastador na saúde mental dos profissionais”.</p>



<p>Para ela, 66% dos estudantes de medicina, na França, já viveram um episódio depressivo e 21% tiveram pensamentos suicidas no último ano.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Quando quem cuida adoece</strong></h2>



<p>O relatório alerta que o sofrimento mental dos profissionais de saúde tem consequências diretas para os pacientes e para o funcionamento dos sistemas de saúde.</p>



<p>Dependendo do país, até 40% dos médicos e enfermeiros com sintomas depressivos tiraram licença médica no último ano, e entre 11% e 34% consideram abandonar a profissão.</p>



<p>Essa perda de capacidade humana traduz-se em tempos de espera mais longos, cuidados de menor qualidade e maior pressão sobre os serviços públicos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Escassez crescente e necessidade de ação urgente</strong></h2>



<p>A OMS alerta que, se nada for feito, a Europa enfrentará uma escassez de 940 mil profissionais de saúde até 2030.</p>



<p>Melhorar as condições de trabalho, reduzir o absenteísmo e reter profissionais é essencial para garantir que os sistemas de saúde estejam preparados para futuras crises.</p>



<p>O relatório da OMS-Europa define sete ações políticas urgentes: implementar tolerância zero à violência, melhorar a previsibilidade dos turnos, controlar as horas extra, reduzir cargas de trabalho, treinar líderes e responsabilizá-los, ampliar o acesso a apoio psicológico e monitorar regularmente o bem-estar dos profissionais.</p>



<p>Kluge, por fim, declarou que “com a Europa a caminho de perder quase um milhão de profissionais de saúde até 2030, não podemos permitir que o burnout, o desespero ou a violência destruam esta força vital”.</p>



<p>FONTE: Organização das Nações Unidas &#8211; <em>ONU NEWS</em></p>



<p></p>
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		<item>
		<title>Comissão aprova projeto que garante a crianças e adolescentes acesso à saúde mental no SUS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação TVPsi]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Oct 2025 19:09:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Deputada Laura Carneiro: suicídio foi terceira maior causa de mortalidade entre 15 a 19 anos A Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4928/23, do Senado Federal, que assegura a crianças e adolescentes acesso a programas de saúde mental do Sistema Único de Saúde [&#8230;]</p>
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<p>Deputada Laura Carneiro: suicídio foi terceira maior causa de mortalidade entre 15 a 19 anos</p>



<p>A Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4928/23, do Senado Federal, que assegura a crianças e adolescentes acesso a programas de saúde mental do Sistema Único de Saúde (SUS). O texto inclui a medida no <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1990/lei-8069-13-julho-1990-372211-norma-pl.html">Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)</a>.</p>



<p>De acordo com o texto aprovado, os programas de saúde mental para essa faixa etária promoverão atenção psicossocial básica e especializada, atendimento de urgência e emergência, além de atenção hospitalar.</p>



<p>Os profissionais que atuam na prevenção e no tratamento de problemas de saúde mental em crianças e adolescentes receberão formação específica e permanente para detecção de sinais de risco e para o acompanhamento necessário.</p>



<p>O projeto assegura ainda a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, que estejam em tratamento de saúde mental, acesso a todos os recursos terapêuticos, de forma gratuita ou subsidiada, conforme suas necessidades específicas e linhas de cuidado.</p>



<p>A relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), ao recomendar a aprovação da proposta, destacou que a saúde mental é um aspecto fundamental da qualidade de vida de qualquer indivíduo e sua relevância é ainda maior quando se trata de crianças e adolescentes.</p>



<p>“Dados recentes do Ministério da Saúde revelam que, em 2021, o suicídio foi a terceira maior causa de mortalidade para a faixa etária de 15 a 19 anos e a quarta para a de 20 a 29 anos”, informou a parlamentar.</p>



<p><strong>Próximos passos</strong><br>O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será ainda analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado</p>



<p><em>Fonte: Agência Câmara de Notícias </em></p>



<p>Reportagem – Luiz Gustavo Xavier; Edição – Roberto Seabra; Foto – Renato Araújo</p>



<p></p>



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<p><br></p>



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		<title>Acesso à educação em unidade de saúde mental é aprovado na CDH</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação TVPsi]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Oct 2025 22:05:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Comissão de Direitos Humanos (CDH) aprovou nesta quarta-feira (8) projeto que estimula o acesso à educação nas unidades de tratamento de transtornos mentais. O PL 2.315/2021, do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), teve parecer favorável na forma de um substitutivo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O projeto segue para análise da Comissão de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A Comissão de Direitos Humanos (CDH) aprovou nesta quarta-feira (8) projeto que estimula o acesso à educação nas unidades de tratamento de transtornos mentais. O <a href="https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/148894" rel="noreferrer noopener" target="_blank">PL 2.315/2021</a>, do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), teve parecer favorável na forma de um substitutivo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O projeto segue para análise da Comissão de Educação (CE).</p>



<p>O texto altera a Lei da Reforma Psiquiátrica (<a href="https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:lei:2001-04-06;10216" rel="noreferrer noopener" target="_blank">Lei 10.216, de 2001</a>) para prever que as unidades de tratamento psicossocial poderão também encaminhar os atendidos para a educação de jovens e adultos quando não for possível ou recomendável o atendimento do estudante na rede regular de ensino.&nbsp;O substitutivo apresentado pelo relator acrescentou ao texto uma cláusula de vigência, determinando que a lei entra em vigor após 90 dias de sua publicação.</p>



<p>Ao justificar o projeto, Veneziano disse que as pessoas com transtornos mentais ainda enfrentam forte estigma e muitas vezes têm seus direitos negligenciados.</p>



<p>Para Flávio Bolsonaro, a proposta supre uma lacuna na Lei da Reforma Psiquiátrica, a chamada Lei Antimanicomial, que trata da proteção e dos direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais.</p>



<p>“Embora o direito à educação das pessoas em tratamento psicossocial já esteja consagrado em normas como a Constituição Federal, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, e a Lei Brasileira de Inclusão, a ausência de referência expressa na Lei da Reforma Psiquiátrica dificulta sua efetiva garantia nos serviços de atenção psicossocial”, afirma.</p>



<p>Fonte: Agência Senado</p>



<p></p>
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		<title>Alzheimer pode começar por quatro trajetórias distintas, aponta pesquisa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação TVPsi]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Oct 2025 19:43:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia Clínica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estudo mostra que a doença não tem uma origem única e pode se desenvolver por diferentes trajetórias, como transtornos mentais, doenças vasculares e comprometimento cognitivo Detectar o Alzheimer antes que os sintomas se agravem sempre foi um dos maiores desafios da medicina. Agora, um estudo realizado por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles [&#8230;]</p>
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<h2 class="wp-block-heading">Estudo mostra que a doença não tem uma origem única e pode se desenvolver por diferentes trajetórias, como transtornos mentais, doenças vasculares e comprometimento cognitivo</h2>



<p>Detectar o Alzheimer antes que os sintomas se agravem sempre foi um dos maiores desafios da medicina. Agora, um estudo realizado por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), nos Estados Unidos, traz uma nova luz sobre essa questão ao identificar quatro caminhos distintos que podem levar ao desenvolvimento da doença.</p>



<p>A pesquisa, publicada em julho na<a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2352396425002750"> revista </a><a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2352396425002750"><em>eBioMedicine</em></a>, analisou mais de 25 mil registros médicos de 7.000 pacientes e revelou que o Alzheimer não surge de um único fator, mas sim de progressões diferentes e complexas que se acumulam ao longo do tempo. Entre as trajetórias mapeadas estão transtornos de saúde mental, encefalopatias, comprometimento cognitivo leve e doenças vasculares.</p>



<p>Segundo os especialistas, entender esses percursos pode ser decisivo para melhorar o diagnóstico precoce e oferecer tratamentos mais eficazes, já que as terapias disponíveis funcionam melhor nos estágios iniciais da doença.</p>



<p>Esses caminhos não são isolados, mas sequenciais, como peças de um mesmo quebra-cabeça que colaboram para que se formem os emaranhados de proteínas no cérebro que acabam levando o órgão a perder suas capacidades funcionais.</p>



<p>&#8220;Descobrimos que trajetórias em múltiplas etapas podem indicar maiores fatores de risco para a doença de Alzheimer do que condições isoladas. Compreender essas trajetórias pode mudar fundamentalmente como abordamos a detecção precoce e a prevenção&#8221;, afirmou o neurologista Mingzhou Fu, pesquisador da UCLA, primeiro autor do artigo, em comunicado à imprensa.</p>



<p>O estudo também constatou que a maioria dos fatores aparece em certa ordem, ressaltando seu efeito em cadeia, como uma trilha de dominó em que a queda de uma das peças empurra a outra. Na pesquisa, por exemplo, aproximadamente 26% das progressões diagnósticas tiveram a hipertensão aparecendo antes de episódios depressivos e do comprometimento cognitivo, por exemplo, mas os pesquisadores ressaltam que diferentes populações parecem ser mais vulneráveis a diferentes rotas do Alzheimer.</p>



<p>Para o neurologista Iron Dangoni Filho, coordenador do Núcleo de Excelência em Memória (NEMO) do Einstein Hospital Israelita em Goiânia (GO), a ideia de quatro caminhos que levam à doença pode permitir entender como o cérebro vai perdendo suas linhas de defesa contra o Alzheimer perante os fatores de risco.</p>



<p>&#8220;Estes caminhos funcionam de forma integrada. Por exemplo, um paciente pode ter depressão de longa data, que é parte do caminho psiquiátrico, e ainda sofrer de hipertensão ou de algum problema vascular. A mesma pessoa pode ter traumas intracranianos de repetição, no lado encefalopático, e já estar em fase de esquecimento leve sem perda funcional, o caminho cognitivo. Quando esses fatores se somam, o risco de evolução para demência de Alzheimer aumenta significativamente”, explica o neurologista.</p>



<p><strong>Quatro vias para a mesma doença</strong></p>



<p>O caminho psiquiátrico envolve transtornos de depressão e ansiedade, que alteram neurotransmissores e aumentam o estresse cerebral. Esse processo leva a inflamação, desequilíbrio hormonal e redução de fatores de proteção neuronal, acelerando a manifestação da demência.</p>



<p>No caminho encefalopático, estão condições que afetam de forma difusa o cérebro, como intoxicações, infecções e traumas repetitivos, que podem ser causados por esportes, idade e até por uso de substâncias tóxicas. Os sintomas incluem desatenção, lentificação do pensamento e dificuldades de memória e, quando persistem, aumentam a vulnerabilidade para Alzheimer.</p>



<p>Já a via vascular relaciona hipertensão, diabetes, colesterol alto e doenças cardíacas à demência. “Essas condições reduzem a circulação adequada de sangue no cérebro. Isso causa pequenas lesões que, ao longo dos anos, prejudicam as conexões entre os neurônios. Esse processo pode tanto acelerar o Alzheimer quanto gerar uma demência vascular que se mistura com ele, uma das principais causas de demência mistas, ou seja, da presença de mais de um fator que leva ao declínio cognitivo”, ressalta Dangoni Filho.</p>



<p>O comprometimento cognitivo leve, o último caminho, é a zona de transição entre um cérebro saudável e aquele que está desenvolvendo demência. Neste estado, o paciente apresenta esquecimentos acima do esperado para a sua idade, mas mantém a autonomia. O neurologista ressalta, porém, que este caminho não é irreversível e responde bem às intervenções feitas no momento certo.&nbsp;</p>



<p>“<a href="https://www.intpsychogeriatrics.org/article/S1041-6102(24)02047-7/fulltext">Em um estudo brasileiro chamada PALA</a>, de 2012, com pacientes diagnosticados com comprometimento cognitivo leve, foi visto que 38% dos casos desenvolveram demência, 38% melhoraram e 24% mantiveram-se estáveis. Isso reforça a ideia de o tratamento e a prevenção podem evitar a evolução para quadros demenciais”, completa o médico.</p>



<p>Por fim, o neurologista reforça que identificar estes padrões tem impacto direto na prática clínica por permitir um diagnóstico sequencial e um acompanhamento clínico atento que anteveja o aparecimento do Alzheimer.</p>



<p>O neurologista diz que a partir do momento que se sabe da existência dos quatro caminhos, a atenção para prevenção precoce redobra, uma vez que a maioria se trata de fatores modificáveis. “Quando identificamos, por exemplo, que um paciente tem hipertensão mal controlada, histórico de depressão e sinais iniciais de comprometimento cognitivo, já buscamos agir cedo. Isso visa atrasar a progressão para demência de Alzheimer, assim como também melhora a qualidade de vida com orientações de tratamento, estilo de vida e acompanhamento especializado”, conclui Dangoni Filho.&nbsp;</p>



<p><em>Fonte: Agência Einstein (Bruno Pereira)</em></p>
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		<item>
		<title>Saiba por que o ato de ‘beliscar’ comida o dia todo pode afetar a sua saúde mental</title>
		<link>https://tvpsi.tv/saiba-por-que-o-ato-de-beliscar-comida-o-dia-todo-pode-afetar-a-sua-saude-mental/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação TVPsi]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Sep 2025 21:55:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia Clínica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O comportamento, chamado de grazing, é caracterizado pela ingestão de pequenas porções de comida de forma não planejada e repetitiva. Por Fernanda Bassette, da Agência Einstein Se você parar para pensar em como foi o seu dia ontem, pode lembrar de algum momento em que interrompeu o que estava fazendo para &#8220;beliscar&#8221; uma comidinha, seja [&#8230;]</p>
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<h2 class="wp-block-heading">O comportamento, chamado de <em>grazing</em>, é caracterizado pela ingestão de pequenas porções de comida de forma não planejada e repetitiva.</h2>



<p><strong>Por Fernanda Bassette, da Agência Einstein</strong><strong></strong></p>



<p>Se você parar para pensar em como foi o seu dia ontem, pode lembrar de algum momento em que interrompeu o que estava fazendo para &#8220;beliscar&#8221; uma comidinha, seja um pedaço de chocolate, um biscoito, uma porção de castanhas ou até mesmo uma fruta. Esse é um comportamento comum e rotineiro, mas que pode indicar um risco à saúde quando se torna repetitivo e afeta o seu controle sobre ele.</p>



<p>Esse comportamento, chamado de <em>grazing </em>(pastando, em tradução livre do inglês), ainda é pouco estudado no Brasil e sua definição foi atualizada recentemente. Trata-se da ingestão de pequenas quantidades de comida de forma repetitiva e não planejada, sem ser uma resposta ao estímulo de fome, com algum nível de perda de controle. É diferente da compulsão, que é caracterizada pelo consumo de uma quantidade grande de alimentos (como uma pizza inteira de uma vez, vários lanches, etc.) numa ação única e não repetida.</p>



<p>Em geral, o <em>grazing</em> está associado ao momento do dia em que a pessoa busca algum tipo de relaxamento ou alívio na comida para compensar alguma situação. Identificar esse comportamento pode ajudar na prevenção de outros transtornos associados a problemas psicológicos e alimentares, entre eles, a compulsão.</p>



<p>A psicóloga Marília Consolini Teodoro de Paiva, doutora em psicologia, desenvolveu uma ferramenta de rastreio por meio de uma pesquisa realizada na Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. O estudo validou esse instrumento que é capaz de identificar sinais problemáticos desse comportamento e indicar a necessidade de encaminhamento para uma avaliação clínica para que seja feito o diagnóstico.&nbsp;</p>



<p>Segundo Teodoro de Paiva, a pesquisa foi dividida em vários estudos, começando por uma revisão sobre controles alimentares e comportamentos associados – a obesidade está correlacionada a transtornos alimentares. Depois, o grupo fez uma revisão sobre o <em>grazing</em> e como ele se manifestava na população em geral.</p>



<p>Para chegar aos dados brasileiros, a psicóloga investigou e avaliou a manifestação desse comportamento em uma amostra de 823 pessoas – sendo 542 delas com peso considerado normal e 281 com sobrepeso ou obesidade. Os participantes receberam um questionário online, que foi adaptado de uma metodologia original desenvolvida em Portugal e que foi validado para a população do Brasil.</p>



<p>Ao todo, de acordo com a pesquisadora, foram avaliados 12 itens que identificam o comportamento dividido em duas subescalas: o <em>grazing</em> repetitivo, que não é tão prejudicial porque é associado ao nível mais baixo de desregramento da alimentação, e o <em>grazing </em>compulsivo, que de fato prejudica a saúde por estar mais associado ao descontrole.&nbsp;</p>



<p><strong>Regulação emocional&nbsp;</strong></p>



<p>Os resultados apontaram que o <em>grazing</em> compulsivo apareceu de forma mais significativa na amostra de pessoas com obesidade. Além disso, os resultados corroboram estudos internacionais e confirmam que o <em>grazing</em> compulsivo está mais associado aos transtornos mentais, especialmente ansiedade, depressão e estresse.</p>



<p>Outra conclusão do trabalho é que o <em>grazing</em> funciona como um mecanismo de regulação emocional – ele é praticado em busca de alívio de outros sintomas (como depressão, estresse e ansiedade), sendo que o estresse aparece como mediador na manifestação desse comportamento.</p>



<p>“Isso explica a correlação com os sintomas de estresse e ansiedade, associado a níveis mais altos de peso. Não podemos afirmar que o estresse causa o <em>grazing</em>, mas ele tem alta relevância na interferência desse comportamento”, diz a pesquisadora.</p>



<p>A psicóloga ressalta, no entanto, que a ferramenta não faz diagnóstico do <em>grazing</em>, ela apenas sinaliza o problema. “A partir do resultado desse questionário, dependendo da conclusão, a pessoa é encaminhada para uma avaliação clínica para entender como esse comportamento se manifesta de forma mais aprofundada. O meu trabalho parou na definição do instrumento para fazer essa triagem para acompanhamento, mas não entrou na questão do diagnóstico”, explicou a psicóloga.</p>



<p>O fato de “beliscar” várias vezes por dia nem sempre configura um comportamento prejudicial. “A identificação do <em>grazing</em> tem mais a ver com o nível da perda de controle com aquela ação do que com a quantidade de vezes que a pessoa ‘beliscou’ algum alimento. Posso ter ‘beliscado’ cinco vezes no dia, mas com total controle. Ao mesmo tempo, posso ter feito isso menos vezes, com perda de controle desde a primeira vez”, explica.&nbsp;</p>



<p>Esse comportamento vai se tornar um problema quanto mais ele estiver associado à perda de controle – daí a importância de existir ferramentas para identificá-lo o quanto antes. “O <em>grazing</em> nem precisa ser tratado como um problema, mas um comportamento que pode se tornar problemático em alguns casos. Se eu percebo que não consigo parar aquele comportamento, isso indica perda de controle – e esse seria o momento ideal de procurar ajuda especializada”, finalizou.</p>



<p><br><em>Fonte: Agência Einstein</em></p>
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		<title>Projeto regulamenta abordagem policial de pessoas em crise de saúde mental</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação TVPsi]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Apr 2025 20:43:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia Clínica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Projeto de Lei 958/24 estabelece normas gerais para abordagens policiais humanizadas a pessoas em crise de saúde mental. A proposta, da deputada Tabata Amaral (PSB-SP), tramita na Câmara dos Deputados. O texto determina que a abordagem policial de indivíduos acometidos, temporariamente ou não, por transtorno mental que prejudique sua autonomia, especialmente se em risco [&#8230;]</p>
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<p>O Projeto de Lei 958/24 estabelece normas gerais para abordagens policiais humanizadas a pessoas em crise de saúde mental. A proposta, da deputada Tabata Amaral (PSB-SP), tramita na Câmara dos Deputados.</p>



<p>O texto determina que a abordagem policial de indivíduos acometidos, temporariamente ou não, por transtorno mental que prejudique sua autonomia, especialmente se em risco de morte ou colocando outra pessoa em risco, deverá ser segura, vigorosa e rápida, preservando a vida e a integridade física.</p>



<p>O uso da força deverá ser diferenciado, com prioridade para a negociação, evitando ao máximo o uso de força letal.</p>



<p><strong>Abordagem humanizada</strong><br>A abordagem que se pretende regulamentar deverá ainda reduzir ou eliminar o uso de sinais luminosos e sonoros; contar com um mediador; e manter distância mínima de segurança, sempre que possível, entre outros pontos.</p>



<p>O mediador responsável pela comunicação com a pessoa em crise deverá possuir treinamento especializado ou ter formação técnica adequada em abordagem humanizada. A contenção física somente ocorrerá quando se esgotarem todos os recursos de mediação.</p>



<p>Se a pessoa em crise estiver desarmada ou não apresentar risco para outra pessoa, a abordagem poderá ser realizada por equipe com treinamento especializado, dispensando a abordagem policial.</p>



<p><strong>Instituições de referência</strong><br>Após resolução do evento, a pessoa em crise deverá ser encaminhada para instituições de referência adequadas do Sistema Único de Saúde (SUS) ou do Sistema Único de Assistência Social (Suas), para avaliação e tratamento, se necessário.</p>



<p>O Poder Executivo, por meio de ação entre ministérios, deverá ofertar cursos e treinamentos para abordagem humanizada às pessoas em crise de saúde mental.</p>



<p><strong>Resposta adequada</strong><br>Tabata Amaral observa que, no exercício de suas atividades, os policiais se deparam com indivíduos de diferentes matizes psíquicas, o que demanda resposta adequada.</p>



<p>“Em que pese a existência da <a href="https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/2001/lei-10216-6-abril-2001-364458-norma-pl.html">Lei da Reforma Psiquiátrica</a>, o ordenamento jurídico brasileiro carece de legislação com normas para abordagens policiais a pessoas em crise”, observa a parlamentar.</p>



<p>Ela credencia à falta de normas e de treinamento especializado alguns desfechos trágicos de abordagens policiais a pessoas em crise, com morte de policiais ou da pessoa abordada.</p>



<p>“Para promover políticas que humanizam as relações sociais é necessário também valorizar o trabalho dos agentes policiais, reconhecendo a diferença que fazem na sociedade e a importância que têm na vida de familiares e amigos das pessoas com transtorno mental”, diz ainda Tabata.</p>



<p>A parlamentar ressalta que a proposição foi elaborada no âmbito da Frente Parlamentar Mista para Promoção da Saúde Mental.</p>



<p><strong>Próximos passos<br></strong>O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Saúde; de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.</p>



<p>Reportagem &#8211; Noéli Nobre; Edição &#8211; Marcia Becker, Foto &#8211; Bruno Bruno Spada</p>



<p>Fonte: Agência Câmara de Notícias</p>
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		<title>Mindfulness &#038; Mindful Eating</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paula Portocarrero]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Mar 2025 20:59:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mindfulness é um modo de estar; um modo de ser e acontecer na vida, com presença, abertura e aceitação. Embora seja inerente ao nosso existir, o treino deste estado mental mindfulness, com atitude deliberada e empenho pessoal, propicia ao praticante alcançar consistentes resultados, amplamente comprovados pela Neurociência e pela Psicologia: aumento da memória e da [&#8230;]</p>
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<p><em>Mindfulness</em> é um modo de estar; um modo de ser e acontecer na vida, com presença, abertura e aceitação.</p>



<p>Embora seja inerente ao nosso existir, o treino deste estado mental <em>mindfulness</em>, com atitude deliberada e empenho pessoal, propicia ao praticante alcançar consistentes resultados, amplamente comprovados pela Neurociência e pela Psicologia: aumento da memória e da concentração; elevação nos níveis de qualidade de vida; redução da ansiedade, do estresse e de quadros de depressão e compulsão, entre outros.</p>



<p>Desde a década de 1970, o <em>mindfulness</em>, sinteticamente entendido em seu sentido genérico como “atenção plena”, passou a ser um protocolo formal, notabilizado pelo programa de 8 Semanas de Redução de Estresse Baseado em Mindfulness – MBSR (<em>Mindfulness-Based Stress Reduction</em>) desenvolvido pelo Prof. Dr. Jon Kabat Zinn, na Universidade de <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/University_of_Massachusetts"><span class="has-inline-color has-black-color">Massachusetts</span></a>.&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p>O objetivo principal do <em>mindfulness</em> é a transformação da mente, afinando e refinando a sua própria sintonia, de modo a torná-la cada vez mais desperta e aguçada. Esta transformação depende principalmente da prática da meditação. Mindfulness, não se trata da excelência. Mas, sim, da experiência. Ainda que <em>mindfulness</em> não seja meditação, a melhor maneira – cientificamente experimentada e demonstrada – de se alcançar o estado mental de atenção plena consiste em exercitar determinadas técnicas de meditação. Assim, podemos partir do entendimento segundo o qual a meditação é meio e o <em>mindfulness</em> é fim. Daí, tratar-se de uma atitude mental a ser cultivada.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="486" src="https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_409506752-1024x486.jpeg" alt="" class="wp-image-29256" srcset="https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_409506752-1024x486.jpeg 1024w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_409506752-300x142.jpeg 300w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_409506752-768x365.jpeg 768w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_409506752-1536x729.jpeg 1536w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_409506752-2048x973.jpeg 2048w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_409506752-150x71.jpeg 150w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_409506752-696x331.jpeg 696w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_409506752-1068x507.jpeg 1068w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_409506752-1920x912.jpeg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>A meditação baseada em <em>mindfulness</em> tem-se demonstrado um método bastante eficiente e eficaz. Eficiente, por promover mudanças cognitivas no entendimento do como lidar com o momento presente, com atitude de aceitação e estado de presença. Eficaz, por viabilizar uma transformação focada na saúde e no bem-estar, dentro da abordagem psicológica socioemocional das relações, tanto na esfera pessoal quanto na interpessoal, seja no âmbito conjugal, familiar ou do trabalho.</p>



<p><em>Mindfulness</em> é um estado de presença cognitivo-intuitiva. A sua prática diária promove uma atitude mental-atencional, a um só tempo convergente e divergente. A atenção convergente leva a atenção para um único ponto ou foco, enquanto a atenção divergente parte do mesmo ponto ou foco e amplia a área alcançada pelos sentidos. Tal percepção simultânea proporciona a capacidade de se estar focado em algo específico, mas sem prejuízo da percepção do todo; de tudo que se passa ao redor do praticante. Por exemplo, a pessoa é capaz de sustentar a atenção firmemente na produção, na leitura ou na interpretação de um texto, mas, caso ocorra um incêndio no local onde se encontra, ela poderá rapidamente perceber o que se passa, pois, estará concomitantemente atenta à alteração de temperatura, ao cheiro de queimado e a outros estímulos que também lhe cheguem, além do que faz ou pensa. Estará com a consciência alerta em toda a sua amplitude. Podemos dizer que isto é o verdadeiro estado de presença, acontecendo espontaneamente.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="683" src="https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_138235728-1024x683.jpeg" alt="" class="wp-image-29254" srcset="https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_138235728-1024x683.jpeg 1024w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_138235728-300x200.jpeg 300w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_138235728-768x512.jpeg 768w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_138235728-1536x1024.jpeg 1536w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_138235728-2048x1365.jpeg 2048w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_138235728-150x100.jpeg 150w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_138235728-696x464.jpeg 696w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_138235728-1068x712.jpeg 1068w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_138235728-1920x1280.jpeg 1920w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<h2 class="wp-block-heading"><strong><em>Mindful Eating: </em>piloto automático x estado de presença</strong></h2>



<p>O <em>Mindful Eating</em> situa-se entre as práticas formais de meditação, pois constitui-se em um caminho importante para a prática do <em>mindfulness</em> em seu contexto mais lato. Para além de propiciar que trabalhemos a nossa relação com os alimentos — desde como os escolhemos e preparamos até o modo como nos alimentamos —, essa prática específica auxilia-nos a fazer contato com nós mesmos e a desenvolver a autogestão do “piloto automático”.</p>



<p>Tal expressão passou a ser usada dentro dos protocolos do <em>mindfulness,</em> para representar o Sistema Nervoso Autônomo (SNA), constituído por um conjunto de 12 pares de nervos, baseados no tronco encefálico, que são distribuídos ao longo de todo o nosso corpo e que nos proporcionam os cinco sentidos, os quais representam as cinco portas que estimulam ou “comandam” o que aqui chamamos de piloto automático.</p>



<p>Em geral, a rotina quase mecânica de tomarmos refeições de forma habitual e programada, faz com que, inadvertidos e desatentos, passemos a nos alimentar muito mais pelo piloto automático do que pelo nosso senso de presença, abdicando de ser e estar em sintonia com a experiência vivida naquele momento, perdendo assim, gradualmente, o melhor do que o alimento nos tem a oferecer. Por isso, o exercício diário de <em>mindful eating</em> pode, em muito, contribuir para a absorção mais adequada dos alimentos que ingerimos e pode igualmente levar-nos a experimentar um aprofundamento cada vez maior de como se processa o “<em>modus vivendi</em>” da atenção plena.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_202712868-1024x683.jpeg" alt="" class="wp-image-29257" srcset="https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_202712868-1024x683.jpeg 1024w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_202712868-300x200.jpeg 300w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_202712868-768x512.jpeg 768w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_202712868-1536x1024.jpeg 1536w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_202712868-2048x1365.jpeg 2048w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_202712868-150x100.jpeg 150w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_202712868-696x464.jpeg 696w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_202712868-1068x712.jpeg 1068w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/AdobeStock_202712868-1920x1280.jpeg 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>Neste contexto, ao alimentarmo-nos, somos logo convidados a usar estas cinco portas sensoriais. Para tanto, começamos (ou, ainda melhor, “terminamos”) por utilizar o paladar, sendo este, todavia, precedido pela “degustação” proporcionada por outros estímulos atentamente percebidos por meio da observação refinada, a partir das demais faculdades do olfato, da visão, do tato e da audição.</p>



<p>Para ilustrar: imagine que tenhamos agora apenas um grão de lentilha (entretanto, convidamos você a apreciar um grão qualquer). Em nossa escola, usualmente utilizamos um grão de lentilha germinado. Colocamos o grão à nossa frente e fazemos o contato com a nossa respiração, somente observando o fluxo do ir e vir do ar, ao entrar e sair dentro de nós. Podemos contar cinco respirações que devem ocorrer naturalmente, livres de julgamentos (não há certo nem errado). Simplesmente observamos, de maneira curiosa e gentil, trazendo para nós próprios um estado de presença e de inteireza; uma sensação de unidade com o todo; de pertencimento a este processo, a este sistema. Inicia-se por meio da visão. Com um olhar curioso, olhamos apenas para o grão de lentilha, segurando-o na mão. Tocamo-lo com os dedos&#8230; por vezes o levamos à face, encostando-o na região externa dos lábios. Sentimos a sua textura e o cheiramos, examinando-o e percebendo-o com natural fluidez, calma e gentilmente, com dedicada presença e entrega.</p>



<p>Ao fazermos esta prática, propomo-nos a intervir menos e a observar mais as sensações que possam surgir, ainda que elas sejam desconfortáveis ou desagradáveis. Sugerimos levar o grão até o ouvido, passar os dedos em sua casca e, eventualmente, ouvir o rangido resultante desse pequeno esfregar do dedo… sempre de maneira delicada. O convite então é para que você olhe por alguns momentos para o grão e imagine de onde ele veio. Havia outros tantos destes dentro de uma fava&#8230; Com esta fava vinham outras tantas favas. Elas estavam dependuradas em um galho de uma planta que, por sua vez, estava plantada na terra e que fazia parte de um conjunto de plantas que alguém plantou, cuidou, regou&#8230; Para que a planta crescesse, foi preciso alguém semear e esperar brotar. Foi preciso que houvesse água&#8230; luz e calor&#8230; vento&#8230; imagine&#8230; quantos pingos de chuva caíram por lá&#8230; quanto vento soprou&#8230; sussurrando uma cantiga que de alguma forma ainda está guardada aí. Tem ainda aí o raio de sol e o sereno também. Tem o cantar dos pássaros e o acalento da terra. Tem o frescor do orvalho…&nbsp; Será que passou por lá uma borboleta? Imagine todos os estágios que transcorreram&#8230; Alguém cuidou, alguém colheu; alguém transportou, embalou e colocou na gôndola; alguém comprou… até chegar a sua mesa.</p>



<p>Se tentarmos descobrir onde está o início desta cadeia da vida que o gerou, talvez tenhamos que dar a volta ao mundo em um grão de lentilha, num desdobrar infinito&#8230; até os tempos sem começo. Agora esse grão foi preparado. Ficou na água até germinar. inchou e brotou outra vez.</p>



<p>Ao levá-lo à boca, sinta sua textura, seu sabor&#8230; Como é a sensação de o grão germinado ir-se tornando você? Parte integrada e inseparável de você. O grão de lentilha deixou de ser grão de lentilha e passou a ser você. De certa forma, lidamos todos os dias com a finitude&#8230; com a capacidade da vida se reinventar&#8230; se transformar&#8230; se transmutar. Com a despercebida realidade da inseparabilidade. Termos a capacidade de gerar identidade e de compararmo-nos ao resto do mundo, não significa sermos uma partícula à parte do todo. Talvez, se pudéssemos ver o ar que entra e sai de nossas narinas o tempo todo, talvez assim pudéssemos entender o quanto estamos integrados no todo e fazemos parte de um sistema complexo e inteligente. No entanto, com as grandes e revolucionárias mudanças dos últimos séculos, passamos a deixar de dar valor ao plantio, cultivo e cuidado com nossos alimentos. Valores que foram sendo substituídos, de maneira sorrateira e insidiosa, pela implacável tecnologia desenvolvimentista e automatizada. Tecnologia que foi acelerando nossa maneira de nos relacionarmos com o tempo&#8230; Passamos a valorizar mais a produtividade e deixar para segundo plano o cuidado com o nosso bem maior que é a própria vida em si. Fomos burlando nossos horários, ciclos fisiológicos (alimentação, sono, atividade motora, habilidade de saber parar e apenas estar presente); foram alterando os tamanhos das nossas porções, subservientes ao mercado que dita as novas medidas. Medidas que ultrapassam a capacidade de nossos estômagos, aliadas aos “combos” e aos realçadores de sabor sintéticos.</p>



<p>No processo de refinamento e processamento industrial dos alimentos, fomos perdendo a relação com a natureza. Não mais produzimos de acordo com a estação do ano, de maneira espontânea. Foram necessários pesticidas para “defender” as grandes plantações e com isso foi-se perdendo o sabor natural e real. Come-se por modismo, por status&#8230; menos se observa a relação dos nutrientes e as necessidades pessoais. Sem cerimônia, os alimentos foram sendo artificializados. Compostos químicos, toxinas e aromas dissimulados roubam-lhes as verdadeiras virtudes. Assim também se vão o aroma, a beleza natural e a delícia de cada fruta, legume ou folhagem.</p>



<p>Transformou-se também a forma como são preparados os alimentos, ao saírem das mãos de quem os vai consumir, para as grandes cozinhas com produção em alta escala, com a utilização de embalagens e sistemas sofisticados e armazenamento e entrega rápida ao consumidor final. São muitas as implicações desta revolução do modo de nos alimentarmos. É hoje um grande desafio, caso alguém intencione viver apenas de alimentos não processados, nem alterados geneticamente, nem refinados, nem coloridos, nem aromatizados etc. Tantos reveses&#8230; Alimentos que acabam por provocar dependência, gerar compulsões e tantos outros transtornos. Estamos inconscientes? Embotados? Adormecidos? Afinal não nos alimentamos apenas pelas nossas necessidades fisiológicas, mas, também, pelas nossas carências, por nossos afetos mal resolvidos; muitas vezes, por pura ansiedade&#8230;</p>



<p>Contudo, vislumbramos aí, neste emaranhado de vieses e condicionamentos destrutivos, a oportunidade de um novo despertar.</p>



<p>O <em>Mindful Eating</em>, uma prática cuidadosa e elaborada com delicadeza e autocompaixão, tem muito a acrescentar a nossas existências, ao trazer-nos para um lugar de mais consciência e autocuidado, vivido com aceitação e verdadeiro acolhimento.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Vamos praticar?</h2>



<p>Um bom exercício, embora simples, para despertar nosso interesse e incentivar-nos nesta prática de maneira mais efetiva consiste em cultivar os próprios alimentos que comemos.</p>



<p>Não podendo semeá-los, podemos vê-los brotar, acompanhar seu desenvolvimento e perceber muito objetivamente a energia vital que deles provém.</p>



<p>Num processo bastante rápido e eficaz, o vídeo abaixo demonstra, passo a passo, como fazermos a germinação de grãos, de um dia para o outro.</p>



<p>Veja como é fácil.</p>



<figure class="wp-block-video"><video controls src="https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2021/12/Mindful-Eating-GERMINACAO-DE-GRAOS-PASSO-A-PASSO.mp4"></video></figure>



<p>Bom proveito!</p>



<p><em><strong>Paula Portocarrero, MSc,</strong> </em><strong>é psicóloga, presidente da TV PSI e do Instituto Psiconsiência Pesquisa, Serviços e Neuropsicologia Aplicada</strong>.</p>
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		<title>Durante o sexo, onde você está?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Cyro Portocarrero]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Feb 2025 02:20:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mentes divagantes tornam as pessoas infelizes Esta foi a conclusão de um, dentre muitos estudos (1) que, desde o início da década passada, vêm alertando a sociedade para o crescente fenômeno que desde então se instala, de forma generalizada, nos mais diversos segmentos populacionais do Planeta. Segundo tal estudo, gastamos quase metade do nosso tempo [&#8230;]</p>
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<p><strong>Mentes divagantes tornam as pessoas infelizes</strong></p>



<p>Esta foi a conclusão de um, dentre muitos estudos (1) que, desde o início da década passada, vêm alertando a sociedade para o crescente fenômeno que desde então se instala, de forma generalizada, nos mais diversos segmentos populacionais do Planeta.</p>



<p>Segundo tal estudo, gastamos quase metade do nosso tempo (46,9%) imaginando que gostaríamos de estar em algum outro lugar ou fazendo alguma outra coisa. Os resultados demonstram que só 4,6% da felicidade das pessoas em determinado momento é atribuível à atividade específica por ela desenvolvida naquele momento.</p>



<p>Seus autores afirmam que a dispersão, “ é uma conquista cognitiva, mas tem um custo emocional”, custo este que hoje constatamos ser muito mais elevado do que aparentava ser. Com o passar do tempo, nossa mente divaga cada vez mais…</p>



<p><strong>Excesso de estímulos contribui para a diminuição de libido e provoca a sensação de que é preciso cumprir metas no desempenho sexual.</strong></p>



<p>No cenário de hiperconectividade em que vivemos, hoje agravado pelas circunstâncias da pandemia, a exposição exagerada aos meios eletrônicos e as estressantes exigências do teletrabalho sequestram-nos o tempo livre que antes nos propiciava momentos de intimidade.</p>



<p>A relação promíscua entre a realidade e o mundo virtual, assim como o rompimento de limites entre a vida doméstica e as atividades laborais, faz avultar a percepção equivocada de o sexo satisfatório só é validado quando atinge a “meta” do orgasmo, desprezando-se o prazer pelo processo e priorizando-se os “objetivos”. Assim, o foco no mais das vezes se desloca para o resultado, em detrimento do momento presente.</p>



<p><strong>Nos últimos tempos, o desejo sexual espontâneo tem diminuído e os distúrbios nesta área têm aumentado acentuadamente</strong></p>


<div class="wp-block-image is-style-default">
<figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="683" src="https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2022/01/2-1024x683.jpeg" alt="" class="wp-image-29416" style="width:519px;height:339px" srcset="https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2022/01/2-1024x683.jpeg 1024w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2022/01/2-300x200.jpeg 300w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2022/01/2-768x512.jpeg 768w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2022/01/2-1536x1024.jpeg 1536w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2022/01/2-2048x1365.jpeg 2048w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2022/01/2-150x100.jpeg 150w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2022/01/2-696x464.jpeg 696w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2022/01/2-1068x712.jpeg 1068w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2022/01/2-1920x1280.jpeg 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure></div>


<p>De acordo com as estatísticas atualmente disponíveis, no âmbito da pesquisa nacional de atitudes e estilos de vida sexuais — que vem sendo realizada com adultos entre 16 e 74 anos, no Reino Unido, ao longo dos últimos trinta anos (2) —, em 1990 os casais de 16 a 64 anos faziam sexo cinco vezes por mês, média que diminuiu para quatro vezes por mês em 2000, e três em 2010. Em 20 anos, a frequência caiu 40%. &nbsp;Embora ainda não tenhamos os índices referentes á última década, os especialistas não creem que atualmente as evidências apontem para números mais animadores, conforme indicam alguns estudos mais recentes (3).</p>



<p>No Brasil, por exemplo, 45% dos internautas pesquisados reduziram o número de relações sexuais durante a pandemia (4).</p>



<p>Por outro lado, o imediatismo trazido pelas respostas rápidas na internet e pelos avanços da computação cognitiva, aliado a transtornos de ansiedade e a fatores de estresse da vida cotidiana, tem proporcionado significativo agravamento de uma série de psicopatologias, somatizações e comorbidades.</p>



<p>Dentre estas, ressaltam perturbações, associadas a anorgasmia (ausência de orgasmo), dispareunia (dor com a penetração) e dificuldades de excitação, nas mulheres; bem como disfunção erétil e ejaculação precoce, nos homens.</p>



<p>Estima-se que quase metade dos portugueses tenha problemas sexuais (5). No Brasil, o quadro é muito semelhante: pesquisa publicada pelo Datafolha, em julho de 2021 a pedido da startup Omens, com 1.813 brasileiros de 18 a 70 anos, mostrou que 38% dos participantes tiveram “algum tipo de disfunção erétil nos últimos anos”.</p>



<p><strong>Como o mindfulness pode ajudar para alcançar orgasmo, autoestima, bem-estar, harmonia e satisfação sexual de casais</strong>?</p>



<p>Em palestra assistida por quase um milhão de espectadores (6), a escritora norte-americana Diana Richardson referiu-se a “mindfilled sex” (sexo com a cabeça cheia) para descrever a forma como normalmente fazemos sexo. Ela propõe o seguinte: “E se utilizarmos a cabeça, para estarmos presentes, com consciência do corpo, e não perdidos em nossos pensamentos? … Se voltássemos nossa atenção, como na meditação, para dentro do corpo? Ela argumenta que assim usaríamos “o corpo inteiro como um órgão sensitivo”. E sugere ser esta uma solução, para os casos de disfunção, ejaculação precoce ou dispareunia, “centrar-se no jogo, no prazer, tirando os aspectos que significam ameaça”.</p>



<p>Das centenas de estudos científicos que são mensalmente divulgados a respeito da comprovação de eficácia na prática de mindfulness, cabe destacar a recente pesquisa desenvolvida pela equipe liderada por Chelom Leavitt, PhD, publicada em agosto de 2021, cujos resultados demonstram que “a atenção plena sexual pode fornecer um recurso valioso para casais que estão trabalhando para melhorar sua conexão e significado em seus relacionamentos românticos e sexuais” (7).</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="954" height="324" src="https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2022/01/3-1.jpeg" alt="" class="wp-image-29419" srcset="https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2022/01/3-1.jpeg 954w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2022/01/3-1-300x102.jpeg 300w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2022/01/3-1-768x261.jpeg 768w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2022/01/3-1-150x51.jpeg 150w, https://tvpsi.tv/wp-content/uploads/2022/01/3-1-696x236.jpeg 696w" sizes="auto, (max-width: 954px) 100vw, 954px" /></figure>



<p>Não é novidade.</p>



<p>De origem budista, a prática de mindfulness vêm sendo utilizada cientificamente no Ocidente, desde 1979, para tratar transtornos psicológicos — como ansiedade, bulimia, depressão, dependência química — e doenças físicas, principalmente no enfrentamento da dor e de todos os males influenciadas pelo estresse, desde a hipertensão, ao cancro.</p>



<p>Nas palavras de seu precursor, Jon Kabat-Zinn, “Mindfulness, aumenta a atenção, a concentração e a produtividade, diminuindo o estresse. A prática consiste em se concentrar na respiração, na sensação corporal, observando quando a mente começa a divagar, e tentar redirecionar a atenção às sensações”.</p>



<p>Também fortalece do nosso sistema imunológico, ajuda a dormirmos melhor e diminui a produção de cortisol (hormônio que favorece o estresse). Além disso, eleva nossa capacidade de aprendizado e aumenta os níveis de compaixão e empatia.</p>



<p>O psiquiatra e cientista Javier García Campayo afirma já haver “vários estudos que demonstram que pessoas que praticam&nbsp;mindfulness, em comparação com as pessoas que não o fazem, têm relações sexuais mais satisfatórias em geral e com um nível de desfrute maior”. Diz que estes praticantes padecem menos de alguns dos problemas acima mencionados, como impotência, diminuição do desejo sexual, anorgasmia e ejaculação precoce, para além, claro, da higidez cardiovascular, entre os inúmeros outros benefícios já comentados.</p>



<p>Parece, portanto, que a atenção plena, a consciência, a aceitação e o não julgamento podem ser uma ferramenta importante para ajudar a manter o bem-estar relacional e sexual.&nbsp;</p>



<p>Sua prática continuada contribui para o crescimento pessoal; para o compartilhamento de objetivos dentro do relacionamento; para a harmonia, integração e complementaridade quanto à sexualidade do(a) parceiro(a), em prol de estimular e prolongar um erotismo mais consciente e um relacionamento mais intencional e duradouro, significativamente integrado aos demais aspectos da vida.</p>



<p><strong>É possível treinar a mente para viver a experiência sexual de forma intensa</strong></p>



<p>Graças à plasticidade neuronal, podemos exercitar nosso cérebro, facilitando as sinapses que nos convêm, tal como podemos exercitar os músculos do nosso corpo.</p>



<p>Trata-se de explorar um fenômeno natural que consiste no desenvolvimento de novos neurônios, interações e impulsos, em resposta a práticas repetidas.</p>



<p>No momento do prazer, entregue-se, desacelere, sem crítica nem julgamento. Concentre-se na respiração; foque no toque; sinta e entre em sintonia com o corpo do(a) parceiro(a); perceba o ambiente, os aromas, o tato, o aqui e o agora da relação…</p>



<p>A prática habitual da atenção plena, ao fazer amor, propicia um nível cada vez maior de intimidade e de sintonia entre o casal, independente da identidade de gênero ou da orientação sexual dos praticantes.</p>



<p>Trata-se, simplesmente, de usar todos os recursos para canalizar gentilmente as energias; para entrar em contato com os sentimentos mais profundos e as emoções mais verdadeiras. Com aceitação, curiosidade e dedicação exclusiva ao momento presente.</p>



<p>REFERÊNCIAS:</p>



<p>(1) Matthew Killingsworth e Daniel Gilbert, Universidade Harvard, revista&nbsp;<em>Science</em>, novembro de 2010</p>



<p>(2) David Spiegelhalter, Universidade de Cambridge, National Surveys of Sexual Attitudes and Lifestyles, UK – 2012.</p>



<p>(3) <em>The Journal of Sexual Medicine&nbsp;&#8211;&nbsp;Declining Sexual Activity and Desire in Men – Findings from Representative German Surveys, 2005 and 2016.</em></p>



<p>(4) Instituto Datafolha &#8211; UOL, 23/11/2021.</p>



<p>(5) Pedro Nobre, Ana Gomes e Manuela Peixoto, Sexlab, Universidade do Porto, Jornal O Público / Saúde &#8211; 4 de setembro de 2018.</p>



<p>(6) Diana Richardson &#8211; The Power of Mindful Sex, YouTube – TEDx, abril de 2020.</p>



<p>(7) Leavitt, C.E., Maurer, T.F., Clyde, T.L.&nbsp;<em>et al.</em>&nbsp;Linking Sexual Mindfulness to Mixed-Sex Couples’ Relational Flourishing, Sexual Harmony, and Orgasm.&nbsp;<em>Archives of Sexual Behavior</em>&nbsp;(2021).</p>
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		<title>Excesso de telas também afeta saúde mental de adultos; veja sinais de alerta</title>
		<link>https://tvpsi.tv/excesso-de-telas-tambem-afeta-saude-mental-de-adultos-veja-sinais-de-alerta/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação TVPsi]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Feb 2025 19:53:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia Clínica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Evidências sugerem aumento do risco de sintomas depressivos e ansiosos; estudo compara o uso das redes sociais aos prejuízos causados pelo tabaco e o álcool Por Gabriela Cupani, da Agência Einstein Não faltam estudos sobre o impacto do excesso de telas nas crianças e nos adolescentes, mas isso não significa que os adultos estejam livres [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Evidências sugerem aumento do risco de sintomas depressivos e ansiosos; estudo compara o uso das redes sociais aos prejuízos causados pelo tabaco e o álcool</em></p>



<p><strong>Por Gabriela Cupani, da Agência Einstein</strong></p>



<p>Não faltam estudos sobre o impacto do excesso de telas nas crianças e nos adolescentes, mas isso não significa que os adultos estejam livres de danos. Embora as pesquisas ainda sejam escassas, há cada vez mais evidências dos prejuízos que esses dispositivos podem causar à saúde mental de pessoas de diversas faixas etárias.</p>



<p>Uma revisão <a href="https://journals.plos.org/globalpublichealth/article?id=10.1371/journal.pgph.0003605">publicada recentemente no periódico <em>PLOS Global Public Health</em></a>, por exemplo, coloca o uso de redes sociais ao lado do tabaco, do álcool e do hábito de jogar como fator de risco para sintomas depressivos, ideação suicida e autolesões. Termos como “brainrot”, que se refere a uma espécie de deterioração do cérebro por consumo de conteúdo inútil, ou “burnon” – uma exaustão por excesso de conectividade –, têm se tornado populares.</p>



<p>Isso porque o abuso de jogos, videogames, internet e, especialmente, das redes sociais, afeta as pessoas de várias formas. “Primeiro tem a questão do culto da beleza, da vida perfeita, então há um mecanismo comparativo em que parece que a vida do outro é melhor, que ele está melhor financeiramente, fisicamente, e isso gera uma pressão tanto interna quanto social em busca da perfeição”, analisa o psiquiatra Gabriel Okuda, do Hospital Israelita Albert Einstein.</p>



<p>Segundo o especialista, isso tem impactos diretos na saúde. “Essa busca por aprovação constante, de alcançar mais likes e seguidores, pode provocar ansiedade e sintomas depressivos”. Pior ainda se a pessoa já estiver vivendo um momento de estresse, podendo causar também sintomas como irritabilidade e insônia.</p>



<p>Além disso, há uma exposição a um volume enorme de informação. “Essa hiperconectividade gera um excesso. Não conseguimos lidar com tanta informação ao mesmo tempo e prestar atenção em tudo. As pessoas consomem cada vez mais conteúdo em menos tempo, são coisas que não prendem tanto a atenção, vídeos curtos, pouco texto, bordões para aprender rápido”, diz o especialista. Não à toa, há uma explosão de queixas de falta de atenção e memória, observa o psiquiatra.</p>



<p>O fato de passar horas consumindo conteúdos repetitivos, que não exigem muita atenção nem trazem aprendizados ou grandes desafios para o cérebro, pode até impactar o desenvolvimento cognitivo. Isso porque o córtex pré-frontal, região responsável pelas funções cognitivas superiores — como controle de impulsos e regulação emocional, resolução de problemas, atenção e tomada de decisão — amadurece até por volta dos 25 anos, e para isso precisa de bons estímulos.</p>



<p>E quanto mais tempo no mundo digital, menor a dedicação a outras atividades, como praticar esportes, ter contato com a natureza, investir nos relacionamentos e no autocuidado. “A pessoa acredita que está convivendo com outros, mas está num quarto sozinho e isso é deletério para o convívio social no geral, impacta os afetos, a capacidade de empatia, de lidar com situações do cotidiano”, diz Okuda.</p>



<p>O uso em excesso de telas também tem potencial viciante, pois, às vezes, elas são usadas como uma válvula de escape da vida real. Pode até parecer prazeroso ficar desconectado da realidade, mas esse prazer instantâneo e ficar esperando a “próxima missão do jogo” provoca liberação de dopamina como um “mecanismo de recompensa”, o que pode fazer o cérebro ficar viciado nessa sensação.</p>



<p><strong>Sintomas para ficar atento</strong></p>



<p>Se a pessoa não consegue controlar a frequência e a intensidade desses usos, significa que algo não vai bem. “É um problema quando isso acaba tendo prioridade sobre a própria vida offline, prejudicando o trabalho, os estudos, relacionamentos, mas muitas vezes isso só é percebido em estágios avançados, quando já há prejuízos à saúde física e mental”, alerta Okuda.</p>



<p>Como não é possível viver num mundo sem telas, é preciso encontrar um equilíbrio. E a receita não é muito complicada: o tempo gasto com elas não pode ser muito grande comparado ao dedicado a outros aspectos da vida, incluindo momentos de autoconhecimento.</p>



<p>“A gente deve pensar em uma forma de balancear nossa vida. Podemos usar [<em>esses dispositivos</em>], mas de um jeito parcimonioso, sem nos preocupar tanto com o que estamos postando, se estamos sendo bem-vistos ou comparados”, orienta Okuda. “Quanto menos isso nos consumir ou gastar nossa atenção, mais tempo teremos para voltar nosso foco, afetos e vontade a outras atividades e vivências do mundo real.”</p>



<p><em>Fonte: Agência Einstein</em></p>
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		<title>Sancionada lei que restringe uso de celular em escolas de todo o país</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação TVPsi]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jan 2025 21:22:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia Clínica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Crianças e adolescentes não poderão mais utilizar de forma indiscriminada aparelhos eletrônicos portáteis, como celulares, nas escolas públicas e privadas de educação básica de todo o país. É o que determina a Lei 15.100, de 2025, sancionada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Crianças e adolescentes não poderão mais utilizar de forma indiscriminada aparelhos eletrônicos portáteis, como celulares, nas escolas públicas e privadas de educação básica de todo o país. É o que determina a <a href="https://normas.leg.br/?urn=urn:lex:br:federal:lei:2025-01-13;15100" rel="noreferrer noopener" target="_blank">Lei 15.100, de 2025</a>, sancionada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e publicada no <em>Diário Oficial da União </em>nesta terça-feira (14).</p>



<p>Ficam proibidos de usar os aparelhos eletrônicos portáteis (celulares e tablets, entre outros), durante todo o período na escola, os estudantes matriculados na educação infantil, no ensino fundamental e no ensino médio. Em sala de aula, o uso dos celulares só será permitido para fins pedagógicos ou didáticos, mediante orientação dos professores.</p>



<p>A norma foi aprovada pelo Congresso Nacional com o objetivo de salvaguardar a saúde mental, física e psíquica de crianças e adolescentes, diante da usual utilização de celulares por parte dos estudantes durante o perído de estudo nas salas de aula e nos momentos que deveriam ser destinados à socialização, como recreio ou intervalos entre as aulas.</p>



<p>A nova lei teve origem no&nbsp;<a href="https://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/166801" rel="noreferrer noopener" target="_blank">PL 4.932/2024</a>, projeto de lei de autoria do&nbsp;deputado federal Alceu Moreira (MDB-RS). No Senado, a proposta teve como relator o&nbsp;senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que defendeu a iniciativa diante do “pleno conhecimento dos impactos que o uso do celular tem na vida das pessoas, mas ainda em adolescentes”.&nbsp;Após amplo debate,&nbsp;<a href="/noticias/materias/2024/12/18/senado-aprova-restricao-do-uso-de-celulares-por-estudantes-em-escolas" rel="noreferrer noopener" target="_blank">o Senado aprovou a proposta às vésperas do recesso</a>.</p>



<p>— Em todos os lugares do mundo onde se apresentou a medida de restrição de uso de aparelhos celulares, houve melhoria do desempenho escolar, melhoria da disciplina na escola e redução do bullying — afirmou Alessandro Vieira durante a discussão do projeto no Plenário do Senado.</p>



<p>Com a sanção da matéria, o senador Humberto Costa (PT-PE) destacou, em suas redes sociais, que “celular nas escolas, agora, somente para uso pedagógico”.</p>



<p>Líder do governo no Congresso, o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) disse que, com a nova lei, “damos um passo importante para garantir a concentração e o aprofundamento do aprendizado dos estudantes, além de retomar o vínculo e o respeito”.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Exceções</strong></h3>



<p>A norma traz algumas exceções. Além do uso para fins pedagógicos, os estudantes terão permissão para uso dos celulares, dentro ou fora da sala de aula, quando for preciso garantir a acessibilidade e a inclusão, e também quando for necessário atender às condições de saúde ou garantir direitos fundamentais.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Sofrimento psíquico</strong></h3>



<p>Também está previsto que caberá às redes de ensino e às escolas elaborar estratégias para tratar do tema do sofrimento psíquico e da saúde mental dos estudantes da educação básica. Para isso, deverão ser repassadas informações sobre os riscos, os sinais e a prevenção do sofrimento psíquico de crianças e adolescentes, incluído aí o uso imoderado dos aparelhos e o acesso a conteúdos impróprios.</p>



<p>Essas unidades terão de oferecer treinamentos periódicos para a detecção, a prevenção e a abordagem de sinais sugestivos de sofrimento psíquico e mental e de efeitos danosos do uso imoderado das telas. A proposta é que os estabelecimentos de ensino ofereçam espaços de escuta e de acolhimento para receberem estudantes ou funcionários que estejam em sofrimento psíquico e mental decorrentes, principalmente, do uso imoderado de telas e de nomofobia — o medo de não ter o celular ou outro aparelho eletrônico.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Uso imoderado</strong></h3>



<p>Com um dos maiores índices mundiais de celular por habitante, o Brasil também é um dos líderes em tempo de tela em todo o mundo — estima-se uma média de uso de pelo menos nove horas diárias.</p>



<p>Essa realidade já afeta crianças e adolescentes. A pesquisa TIC Kids Online, do Comitê Gestor da Internet no Brasil, estima que 95% das pessoas entre 9 a 17 anos seriam usuárias de internet, principalmente por meio de aparelho portátil (97%).&nbsp;Em 2023, de acordo com o levantamento, 24% dos entrevistados manifestaram que começaram a se conectar com a rede ainda na primeira infância, ou seja, até seis anos de idade. Estimou-se também que&nbsp;88% dos usuários de 9 a 17 anos possuíam redes sociais, percentual que chegava a 99% entre os jovens de 15 a 17 anos.</p>



<p>Fonte: Agência Senado</p>



<p></p>
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